Editorial Zero Hora
O debate emocional em torno do projeto que amplia a terceirização no Brasil revela a dificuldade do país para modernizar a sua legislação trabalhista.
Não se trata de uma luta de classes, de um confronto entre empresários e trabalhadores, como maldosamente alguns políticos e lideranças sindicais sugerem.
Trata-se, isto sim, de flexibilizar a rigidez da legislação num momento em que a economia brasileira precisa de soluções criativas para sair da estagnação e da crise. É evidente que os direitos dos trabalhadores devem ser preservados, mas a regulamentação excessiva não pode inviabilizar a atividade empresarial, pois sem empreendedorismo não há trabalho.
As tentativas de boicote ao projeto em debate na Câmara, para votação de destaques, partem do pressuposto de que os trabalhadores perderão sempre e de que as empresas serão as grandes beneficiadas. Os argumentos sobre a precarização das relações dos empregados com as terceirizadas são suposições sem lastro na realidade. É importante observar que, diante dessas reações, o próprio governo, interessado em avaliar os impactos da mudança, tem procurado evitar prejuízos também para o setor público.
São importantes, por exemplo, as preocupações com a arrecadação previdenciária, para que a inovação não represente perdas para um cofre já ameaçado por déficits crônicos.
A terceirização também deve ser vista no contexto de outras medidas, como as que alteram as normas dos benefícios do seguro-desemprego e das pensões, todas empenhadas na flexibilização racional e responsável de legislações em desacordo com o momento vivido pelo país.
O debate emocional em torno do projeto que amplia a terceirização no Brasil revela a dificuldade do país para modernizar a sua legislação trabalhista.
Não se trata de uma luta de classes, de um confronto entre empresários e trabalhadores, como maldosamente alguns políticos e lideranças sindicais sugerem.
Trata-se, isto sim, de flexibilizar a rigidez da legislação num momento em que a economia brasileira precisa de soluções criativas para sair da estagnação e da crise. É evidente que os direitos dos trabalhadores devem ser preservados, mas a regulamentação excessiva não pode inviabilizar a atividade empresarial, pois sem empreendedorismo não há trabalho.
As tentativas de boicote ao projeto em debate na Câmara, para votação de destaques, partem do pressuposto de que os trabalhadores perderão sempre e de que as empresas serão as grandes beneficiadas. Os argumentos sobre a precarização das relações dos empregados com as terceirizadas são suposições sem lastro na realidade. É importante observar que, diante dessas reações, o próprio governo, interessado em avaliar os impactos da mudança, tem procurado evitar prejuízos também para o setor público.
São importantes, por exemplo, as preocupações com a arrecadação previdenciária, para que a inovação não represente perdas para um cofre já ameaçado por déficits crônicos.
A terceirização também deve ser vista no contexto de outras medidas, como as que alteram as normas dos benefícios do seguro-desemprego e das pensões, todas empenhadas na flexibilização racional e responsável de legislações em desacordo com o momento vivido pelo país.
Nenhum comentário:
Postar um comentário