sexta-feira, 17 de abril de 2015

" Descaso com As Escolas "

Editorial Zero Hora


O filme é o mesmo de outros anos: falta de professores nas escolas públicas do Estado, estruturas físicas precárias e alunos prejudicados pelas improvisações. A diferença é que, neste início de governo, o secretário da Educação reconhece e critica os problemas, alguns dos quais são históricos, dispondo-se a corrigi-los com a máxima brevidade. Tem que ser rápido mesmo, pois os professores estão sobrecarregados e os estudantes registram perdas inadmissíveis, muitas das quais dificilmente serão recuperadas. 

A sociedade precisa ficar atenta em relação a esse compromisso.

O que não mudou em relação a outras administrações, nesse início de governo, é a insistência do poder público em explicações que não fazem sentido. Sempre há desistência, por exemplo, quando o Executivo nomeia professores concursados.

 Da mesma forma, aposentadorias são previsíveis e é certo que a cada início de ano é registrada falta de professores, em áreas bem conhecidas de quem lida com educação. O difícil é entender o que mais, além de falta de planejamento, contribui para essa triste reprise anual.

Em consequência, professores, normalmente já sobrecarregados, são forçados a buscar saídas para atenuar os danos aos alunos. Entre as alternativas, está a redução da carga horária. É o tipo de providência que impede os estudantes de ficarem sem aula, mas prejudica o conhecimento.

Diante dessa situação inaceitável, o secretário Vieira da Cunha, da Educação, compromete-se a impedir a repetição dos problemas em 2016. É o mínimo que estudantes, professores e pais precisam ver confirmado na prática.

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