terça-feira, 14 de abril de 2015

" Fraude Nas Universidades "

Editorial Zero Hora


É desconcertante a constatação de que até mesmo universidades públicas, responsáveis pela formação de jovens comprometidos com a ética de suas atividades profissionais, estão às voltas com uma série de irregularidades rotineiras.

 Entre os problemas constatados, estão a deformação de convênios com empresas privadas até o exercício de atividades particulares por profissionais com dedicação exclusiva. 

Os fatos, apontados por reportagem conjunta de cinco grandes jornais brasileiros, merecem uma abordagem que vai além da atuação no caso do Ministério Público, responsável pelas investigações, e do Judiciário.
Certamente, instituições universitárias bancadas pelo poder público não podem se transformar numa ilha, isoladas da atividade privada para as quais formam muitos de seus profissionais. Em princípio, uma e outra área só tem a ganhar quando se propõem a atuar de forma conjunta, intercambiando experiências. Esse relacionamento, porém, não pode chegar ao ponto de confundir o limite entre o que é público e o que é privado.
O que fica claro, nas denúncias, é o quanto essas deformações são resultantes, em boa parte, da falta de transparência nos procedimentos internos dessas instituições. Foi justamente a Lei de Acesso à Informação que contribuiu para a imprensa desvendá-las. A reportagem deixa claro que as fraudes desvirtuam a atividade de instituições sustentadas pelos contribuintes e comprometem o trabalho responsável da maioria dos docentes e servidores dessas instituições, que prestam inestimável serviço ao país.

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