Manifestantes cantam "a nossa bandeira jamais será vermelha" sob as cores verde e amarelo em São Paulo. Saiba mais sobre os protestos em http://glo.bo/1CiDsPs15 de março: os protestos pelo Brasil
Manifestações foram organizadas em várias cidades do país. A mobilização foi convocada, principalmente, pelas redes sociais
EDIÇÃO: ALEXANDRE MANSUR, ISABELA KIESEL, LIUCA YONAHA E MARCOS CORONATO
15/03/2015 10h52 - Atualizado em 15/03/2015 23h01
Milhares de pessoas vestidas de verde e amarelo participaram neste domingo (15) de manifestações em todo o país. Os protestos foram organizados por diferentes grupos. A maior parte pediu pelo fim da corrupção. Houve grupos que reivindicaram a saída da presidente Dilma Rousseff e gritaram contra o PT. Refrões em defesa da Petrobras são também ouvidos.
As convocações foram feitas principalmente pelas redes sociais. As concentrações foram marcadas para diferentes horários ao longo do dia. Pela manhã, houve grandes grupos no Rio de Janeiro, em Brasília, em Salvador, em Belo Horizonte, em Recife, em Fortaleza e Aracaju. À tarde, em São Paulo, 1 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar (de acordo com o Instituto Datafolha, foram 210 mil), foram à Avenida Paulista. Cidades do interior também registraram manifestações. Leitores de ÉPOCA enviaram suas imagens. Confira aqui algumas delas.
Na sexta-feira (13), também houve protestos pelo país, em defesa do governo Dilma, em defesa da Petrobras e pela reforma política. Essas manifestações tiveram grande participação dos sindicatos.
Acompanhe abaixo as principais notícias sobre esse dia de manifestações. As publicações estão em ordem cronológica decrescente, das mais recentes às mais antigas:
23h01: Manifestantes que foram à Paulista contam em vídeo por que decidiram sair às ruas. Assista:
22h41: Quantas pessoas participaram das manifestações pelo país? Confira em nosso gráfico.
22h29: O editor João Luiz Vieira encontrou, Avenida Paulista, desiludidos com Lula, defensores de intervenção militar e indignados com análises políticas refinadas. Leia a reportagem Você é um contra-a-corrupção fino ou um contra-a-corrupção brucutu?
21h54: Timelapse exclusivo: 10 horas na Avenida Paulista
21h40: Ministros próximo à presidente Dilma Rousseff afirmam que o Planalto “está perdido” com a força das manifestações. Leia a reportagem do editor-chefe Diego Escosteguy.
21h16: “Para o bem do país, é bom que a gente se livre da Dilma rapidinho”, diz Paulinho da Força. Leia a entrevista à editora Aline Ribeiro.
20h59: As manifestações vão obrigar governo à autocrítica. Leia a análise do editor executivoGuilherme Evelin.
20h14: Na tentativa de explicar, ministros ampliam confusão. Leia a análise do editor Alberto Bombig.
20h12: Assista abaixo a um vídeo com diferentes momentos dos protestos em São Paulo e em Brasília:
19h40: Termina a entrevista coletiva dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência).
19h24: O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto(PT), destaca a importância do respeito à democracia, rejeitando "manifestações autoritárias e fascistas". "Estamos comemorando hoje 30 anos de democracia brasileira."
19h23: Entre os manifestantes que apareceram na Paulista, o empresário Oscar Maroni. "Nem o Bahamas passou ileso à crise", afirmou.
19h03: Enquanto pronunciam-se em Brasília o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo(PT), e o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto(PT), ouvem-se panelas bater em bairros de São Paulo (como Pinheiros e Perdizes, na Zona Oeste, e Vila Clementino, Brooklin, Praça da Árvore e São Judas, na Zona Sul), do Rio de Janeiro (como Laranjeiras, Copacabana, Botafogo, Humaitá, Gávea e Lagoa) , de Niterói e de Belo Horizonte.
19h02: Após o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto. "As manifestações contrárias ou favoráveis ao governo são legítimas. O que não é aceitável é o golpismo, a intolerância, o impeachment infundado que agride a democracia, a violência", diz.
18h59: O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que é necessária uma reforma política e, sobretudo, uma mudança na forma como são financiadas as campanhas eleitorais. "Não é mais possível que continuemos a ter o financiamento empresarial de campanhas eleitorais."
18h57: O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma que, nos próximos dias, o governo anunciará um conjunto de medidas de combate à corrupção e à impunidade. "E estamos abertos ao diálogo", diz, pedindo contribuições de todos.
18h52: O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala sobre as manifestações: "O Brasil vive um Estado democrático, um Estado que admite a divergência, que admite a existência de opiniões contrárias e está muito longe de qualquer alternativa golpista".

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