sábado, 12 de julho de 2014

" * A vida segue [ Do Fundo do Poço ao Céu ]

   MARIA TERESA ALBORNO
 Orientadora e vice diretora
 
Reciclar conceitos, não!
 Mudar radicalmente, sim!
 Viver das glórias do passado e esperar que Deus seja brasileiro e nos salve?
 
 
 
Um país que aceita conviver com milhões de analfabetos em pleno século XXI e permite que pessoas se amontoem nos hospitais a espera de um atendimento precário não mereceria ser campeão. Se hoje sabemos que a aprendizagem é essencialmente social, que se aprende muito mais e melhor em um grupo como, no futebol que é um jogo de equipe, se organiza um time na esperança de talentos individuais? Nem as mais afamadas escolas particulares levam em conta esse conhecimento, que já é validado pela comunidade científica internacional. Selecionam “os melhores”, excluem os “incapacitados” e privilegiam a lógica do conteúdo. Não partem para uma mudança radical com medo de perder a “autoridade” e a “auréola” carregada pelos pseudo renomados professores que trabalham nessas escolas. Imaginem só o que acontece nas escolas públicas, onde os professores não acreditam nem neles mesmos! Perde-se a riqueza da diversidade dos alunos e o que cada um tem de melhor e pode trazer para um grupo que estuda trocando e ensinando uns aos outros. E mais, enquanto em todos os países ao nosso redor há muito tempo se alfabetiza as crianças aos seis anos, os nossos governantes, com a concordância de muitos especialistas e professores, aceitam que se empurre essa tarefa até os oito! A Seleção Brasileira dirigida por um gaúcho não acompanhou os novos tempos e não trabalhou como grupo. Nem os poucos talentos individuais teriam resolvido. Talvez o fiasco fosse menor, porque perder num escore de 2×0 ou algo parecido não seria uma tragédia. A Alemanha que sofreu tantas guerras e viveu um holocausto nos ensina a ressurgir das cinzas, a aprender com os erros e a trabalhar em grupo, pois assim como se aprende melhor em grupo se joga melhor em grupo. Ouvi dos entendidos que eles, os alemães, não têm grandes craques, e sim bons jogadores que treinaram juntos durante seis anos, jogando em bloco, em grupo, sabendo que é a força e a competência do grupo que leva á vitória, e não a de um único craque. É do fundo do poço que se pega impulso para subir, e é lá que estamos não só no futebol, mas também na educação com a qual estou fazendo analogia. Em boa obra de literatura infantil no fundo do poço estava um elefantinho que caiu acidentalmente. Só quando animais, grandes e pequenos, fortes e fracos, puxaram juntos, é que o elefantinho conseguiu subir à superfície! Mostra tua Força Brasil! Amarra o amor, na chuteira da educação, da saúde, da segurança, da política! Vamos tirar nos do fundo do poço!
***

Nenhum comentário:

Postar um comentário