Promotor de Justiça
número - 2 -
Após a derrota humilhante do Brasil por sete gols na Copa do Mundo, acompanhando a análise do jogo pela rádio gaúcha, ouvi a exaltação à efetividade do futebol alemão, à preparação, ao planejamento, às concepções táticas modernas, enquanto que o Brasil está parado nos anos 70, achando que o peso da “amarelinha” ainda mete medo.
Diziam que o futebol brasileiro precisa se reinventar, necessita de um “choque de gestão” e que os cartolas estão agarrados a concepções ultrapassadas e os técnicos morrem abraçados a convicções que não estão dando certo. Não por acaso, no último Mapa da Violência 2014, Os Jovens do Brasil, nota-se que temos 56 mil mortes violentas por ano, 53% são jovens de pouco mais de 20 anos. Temos 29 mortos por 100 mil habitantes e, em algumas cidades no Norte esses números superam os 100 mortos por 100mil.
Somos os sétimos no mundo em números de mortes violentas, nessa derrota contra a criminalidade e, assim como no futebol, na copa da criminalidade, temos de parar de improvisar, abandonar as concepções táticas ultrapassadas, trocar os “cartolas” por gestores qualificados e apostar na preparação, no planejamento em longo prazo, na efetividade e na seriedade na execução, com coragem de mudar os métodos que não estão dando certo, pois assim como os times já não temem a “amarelinha”, os criminosos também não temem a polícia, que somente atua na base da improvisação, por falta de recursos, “apagando incêndios”, com uma estrutura envelhecida. Estamos levando uma goleada com números maiores do que países que estão em guerra.
Também precisamos no reinventar.
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