Artigo Zero Hora
LEONARDO WERLANG ISOLAN
Chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa/SFA-RS, doutor em Ciências Veterinárias UFRGS
Após oito etapas da operação leite compensado para flagrar fraudes no leite, nesta semana os consumidores recebem a informação de que os derivados lácteos também podem estar adulterados e questionam: como impedir e combater a fraude em alimentos? A resposta é: educação e fiscalização forte!
Conforme estimativa da ONU, mais de 200 mil pessoas nascem por dia ao redor do mundo, e projeta-se que no ano de 2050 a população mundial será de mais de 9 bilhões de pessoas. Acompanhando este crescimento está a maior demanda por alimentos, exigindo que a produção destes também cresça acompanhando a tendência do consumo.
Na busca pelo aumento da produtividade, não adiantará apenas o aumento do volume do alimento. Associada à sua disponibilidade, a qualidade e o valor nutricional são fundamentais, fazendo com que seja observado o conceito de segurança alimentar no seu mais amplo aspecto.
A responsabilidade sobre as boas práticas de fabricação de alimentos envolve diversos profissionais e produtores que precisam estar devidamente educados e capacitados para as suas funções, aplicando o seu conhecimento técnico sempre prezando pela sustentabilidade da cadeia de produção e o direito do consumidor. Deve ser entendido e aplicado o conceito de responsabilidade compartilhada, onde os produtores e indústrias são responsáveis pelos seus produtos colocados no mercado, cabendo à fiscalização verificar o cumprimento da legislação por parte do fabricante. E, no caso de detecção de desvios, a aplicação de ações corretivas e fiscais eficientes pelo serviço oficial.
Seguindo o contexto mundial, o Serviço de Inspeção Federal deve continuar interagindo com outros órgãos para aperfeiçoar os seus resultados. Pois o trabalho de inteligência no combate à fraude é essencial e não deverá parar. Sempre protegendo o direito do consumidor e a saúde da sociedade.
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