Editorial Zero Hora
A engenhosa operação financeira montada pelo Palácio Piratini com a Assembleia e o Ministério Público reafirma antes de mais nada a situação de penúria das contas públicas gaúchas. Ainda que chame a atenção o tamanho do esforço empreendido para assegurar apenas R$ 32 milhões por parte de um Estado da relevância do Rio Grande do Sul,
o fato é que a alternativa pode estar abrindo caminho para a colaboração entre os poderes. A crise é de todos, as soluções também têm que vir de todas as partes.
Pelo esquema acertado, o Executivo atrasa o repasse de parte dos recursos destinados ao custeio do Legislativo e do Ministério Público para facilitar o pagamento do funcionalismo no último dia do mês de junho. A contribuição assegurada em outras áreas do poder público vai contribuir tanto para garantir o salário dos servidores em dia quanto para
facilitar repasses a outras áreas voltadas para o atendimento da demandas da sociedade prejudicadas pelo rigor fiscal. É o caso, entre outros, de repasses para hospitais filantrópicos e santas casas.
É lamentável constatar que o Estado vem dependendo cada vez mais de malabarismos contábeis só para cumprir o que é obrigatório. Uma situação dessa gravidade não tem como persistir por muito tempo. Por isso, as saídas precisam envolver não só alternativas emergenciais, mas sacrifícios de todos os poderes.
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