Editorial Zero Hora
Com o lançamento do Plano Safra 2015/16, ontem, o governo pretende virar a página das más notícias e iniciar uma agenda positiva para o país, baseada não apenas na produção agropecuária, que vem se constituindo na legítima salvação da lavoura da crise econômica, mas também em projetos de parceria entre o setor público e o privado. Foi esse o aspecto mais destacado pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura, ao anunciar a destinação de R$ 187,7 bilhões para o financiamento da produção.
Em seu pronunciamento, a titular da pasta da Agricultura lembrou que as economias modernas e bem-sucedidas são as que combinam setor privado vigoroso e proveem infraestrutura necessária à iniciativa privada.
O diagnóstico é correto. O excesso de intervenção estatal faz tanto mal à economia quanto a total ausência do Estado, que não pode se eximir de sua responsabilidade na manutenção da infraestrutura necessária aos negócios. Essa participação pública é indispensável para o sucesso do setor agropecuário, especialmente neste momento em que a agropecuária caminha na contramão da estagnação econômica do país. As projeções de crescimento desse setor, reconhece a ministra, mostram que o país poderá, sim, retomar o desenvolvimento a médio prazo.
A política de parcerias prometida pelo governo também pode gerar soluções inovadoras para o grande problema da economia brasileira que é a baixa produtividade. Ainda que o setor primário passe por um momento positivo, favorecido pelo câmbio e pelas exportações, investir em modernização e produtividade é essencial para garantir o crescimento continuado.
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