quarta-feira, 3 de junho de 2015

Com a Renúncia,Chance para UMA NOVA FIFA "

Editorial ZERO HORA 

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A renúncia do suíço Joseph Blatter, recém eleito para o seu quinto mandato na presidência da Fifa, agrava a crise na entidade gestora do futebol mundial, mas também abre espaço para a renovação, para a democratização e para a moralização de uma das organizações mais poderosas do planeta. A Fifa é considerada a ONU do futebol, congrega confederações, federações, clubes, atletas e árbitros de todo o mundo, além de lidar com a paixão de bilhões de pessoas. Ao longo de sua existência e detentora exclusiva de produtos extremamente valiosos _ o futebol, as Copas do Mundo e outras competições internacionais _, a entidade desenvolveu mecanismos próprios de comercialização e nunca aceitou prestar contas a ninguém. Talvez esteja aí, nessa autonomia arrogante, a origem da corrupção que já levou sete de seus altos dirigentes à prisão e mantém vários outros sob investigação.

O problema não está em Blatter nem apenas nos diretores presos e investigados. Está na estrutura viciada, na falta de transparência, na metodologia de operação baseada no compadrio, no suborno e no jogo de interesses obscuros que envolvem confederações, federações e até mesmo governos nacionais interessados em promover competições.
Agora, a Fifa precisa passar por um processo de depuração. O primeiro passo é a promoção de novas eleições, que devem ser fiscalizadas por organismos transnacionais e independentes. A partir daí, é impositivo que a nova diretoria implemente mecanismos de transparência, entre os quais normas que impeçam a reeleição indefinida de dirigentes. A alternância também funciona como antídoto para a má gestão e para a corrupção.
Que Blatter e todos os dirigentes suspeitos sejam devidamente investigados, tenham a oportunidade de se defender e respondam por seus erros. O futebol merece esse desagravo

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