DAVID COIMBRA
Um bilhão de reais.
Para onde foi esse dinheiro? Para o comércio, para os hotéis, para os táxis e... para os impostos. Ou seja: para a saúde, para a educação, bibibi.
Quem ganha com a Copa?, perguntavam alguns míopes, tempos atrás.
Resposta: todos.
Até os míopes.
LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS
No cartel de Porto Alegre rebrilham 10 campeonatos nacionais, quatro Libertadores da América e dois títulos mundiais. É uma cidade na última esquina do Brasil, longe demais das capitais, como diriam os Engenheiros, mas do futebol brasileiro é megalópole, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas. Só que Porto Alegre sai da Copa nas oitavas, como os mexicanos, os americanos e os suíços.
Não podia.
Agora que você sabe como a Copa é um evento palpitante, um evento que torna viva uma cidade e a promove e a exalta, agora você lamenta que Porto Alegre fique esquecida no seu meridiano, enquanto outras cidades do Brasil vibram às vistas do mundo inteiro.
De fato, é lamentável.
Mas isso só aconteceu por causa do instinto destrutivo e iconoclasta do gaúcho. Por causa da nossa casmurrice. E também por causa das tolices da rivalidade Gre-Nal. Se gremistas e colorados tivessem se unido para fazer uma bela Copa no Estado, Porto Alegre bem poderia passar à semifinal. Onde merece estar.
A TERRA DE MARLBORO
Gostei da forma como o jornalista de uma TV americana chamou o Rio Grande do Sul durante a partida da Argentina:
“Gaúcho’s country”.
Segundo ele, o Rio Grande do Sul é uma terra de caubóis.
O Texas do Brasil.
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