MELHORES MOMENTOS
Das Copas que vi, a mais
bem organizada, acredite, não foi a da Alemanha, foi a do México, em 1986. Até
as dores de barriga que todo o mundo teve naquela Copa – o “cosiddetto cagoto”,
como definiu a imprensa italiana – teve algo de orquestrado. Todos tiveram
cólicas ao mesmo tempo. Foi na Copa de 86, também, que vi o melhor jogo da minha
vida, aquele Brasil e França decidido nos pênaltis em que uma grande geração de
jogadores brasileiros, já em declínio (Zico, Sócrates, Falcão), encontrou forças
para enfrentar a França de Platini até o fim e ser eliminada pelo fortuito, por
pênaltis perdidos. “Fortuito” poderia ser o nome de um ponta-esquerda
pequenininho por quem ninguém dá nada mas costuma decidir jogos no último
minuto. É impossível marcá-lo ou saber o que ele vai fazer.
O pior hotel em que já fiquei em cobertura de Copa foi na Coreia, um motel em que os hóspedes tinham que trazer suas próprias toalhas. Felizmente, o Xexeo, que chegara antes, já providenciara as nossas. Se me lembro bem, o bidê era dentro do quarto. Mas o melhor hotel em que fiquei foi na mesma Coreia, na mesma Copa, numa ilha paradisíaca, muito usada, nos informaram, por casais em lua de mel. Estranhei o suave calor do quarto sem condicionador de ar à vista até me dar conta de que o assoalho era aquecido. Para que, imagino, os pés dos casais em lua de mel não esfriassem no caminho do banheiro.
A melhor atuação em Copa de um jogador que vi foi a de Zidane contra o Brasil na Copa da Alemanha (outro Brasil e França inesquecível). Quando a França entrou em campo, apareceu uma faixa no meio da sua torcida: “Zidane – pour la legende”. Era para Zidane jogar pensando na sua legenda. E ele obedeceu. Depois deu aquela cabeçada no peito do italiano na final, foi expulso de campo, prejudicando seu time e decididamente manchando a legenda. Mas contra o Brasil foi perfeito.
Já a mais emocionante história de um jogador individual em Copa, beirando o dramalhão barato, foi a da reabilitação do Ronaldo no Japão, depois dos estranhos acontecimentos, até hoje inexplicados, na Copa anterior, na França. De acabado para o futebol para herói do Penta, foi o tipo de retorno das trevas do qual são feitos os mitos.
O pior hotel em que já fiquei em cobertura de Copa foi na Coreia, um motel em que os hóspedes tinham que trazer suas próprias toalhas. Felizmente, o Xexeo, que chegara antes, já providenciara as nossas. Se me lembro bem, o bidê era dentro do quarto. Mas o melhor hotel em que fiquei foi na mesma Coreia, na mesma Copa, numa ilha paradisíaca, muito usada, nos informaram, por casais em lua de mel. Estranhei o suave calor do quarto sem condicionador de ar à vista até me dar conta de que o assoalho era aquecido. Para que, imagino, os pés dos casais em lua de mel não esfriassem no caminho do banheiro.
A melhor atuação em Copa de um jogador que vi foi a de Zidane contra o Brasil na Copa da Alemanha (outro Brasil e França inesquecível). Quando a França entrou em campo, apareceu uma faixa no meio da sua torcida: “Zidane – pour la legende”. Era para Zidane jogar pensando na sua legenda. E ele obedeceu. Depois deu aquela cabeçada no peito do italiano na final, foi expulso de campo, prejudicando seu time e decididamente manchando a legenda. Mas contra o Brasil foi perfeito.
Já a mais emocionante história de um jogador individual em Copa, beirando o dramalhão barato, foi a da reabilitação do Ronaldo no Japão, depois dos estranhos acontecimentos, até hoje inexplicados, na Copa anterior, na França. De acabado para o futebol para herói do Penta, foi o tipo de retorno das trevas do qual são feitos os mitos.
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