terça-feira, 3 de junho de 2014

" Neonazistas e neocomunistas "

Artigo | Zero Hora
JOSÉ G. V. TABORDA
Médico
Observa-se muita preocupação com grupos neonazistas e nenhuma com o movimento neocomunista.
 
 
 Nazismo e comunismo não são ideologias antagônicas, pois compartilham inúmeros pontos de vista, principalmente de natureza econômica e sobre o papel do partido na sociedade.
Alguns de seus textos originais somente podem ser distinguidos pela crítica à “classe dominante” ou aos “judeus”. No mais, suas propostas são semelhantes. Diferem apenas na escolha do inimigo a combater: os comunistas adotam uma perspectiva universal, identificando uma luta entre “opressores” e “oprimidos”, ao passo que os nazistas realizam um corte nacionalista e racial, privilegiando o “ariano” contra os povos “inferiores”.

 

São diferentes também suas bandeiras de luta: uma odiosa, pregando a eliminação do “diferente” por ser diferente e, a outra, generosa, idealizando um paraíso no qual os homens seriam iguais e partilhariam entre si as riquezas. O nazismo foi derrotado pela força das armas. O comunismo ruiu sob seu próprio peso.

Atualmente, observa-se o ressurgimento de movimentos neonazistas e neocomunistas. É curioso como a preocupação geral volta-se exclusivamente para aqueles, impressionados com seus repugnantes atos de violência contra certos grupos humanos. Costumam ser reprimidos e condenados por seus crimes. Já os neocomunistas gozam de todas as simpatias. Suas bandeiras foram repaginadas, substituindo-se a velha luta de classes pela defesa das ditas “minorias”, seja lá o que isso signifique. O liame a unir essas causas é o permanente confronto com o establishment, visto como opressor e sonegador de oportunidades.

Esse viés ideológico favorece a agenda neocomunista, constatável pelo crescimento do bolivarianismo patrocinado pelo Foro de São Paulo e por Cuba. O Brasil já entrou na fila liderada pela Venezuela. Os neocomunistas brasileiros adotaram a estratégia nazista: repetir uma mentira até que se torne verdade e assumir o poder sob as regras democráticas sem romper com a ordem jurídica.

No Brasil, o aparelhamento do STF, que convalidará leis “progressistas” chanceladas por um Congresso dócil e ávido por cargos, é o passo essencial para a eternização no poder do grupo que se assenhorou do país. Acordem, brasileiros! Dividam suas preocupações entre neonazistas e neocomunistas. Estes já chegaram ao poder.


 

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