VERISSIMO NA COPA | L.F. VERISSIMO
Não tocaram os hinos
antes do jogo França x Honduras ontem, no Beira Rio. Falha técnica ou incrível
coincidência, porque eu ia sugerir que fosse proibido tocar a Marselhesa antes
de jogos da seleção francesa.
A Marselhesa tem tamanha carga dramática e é tão empolgante (Às armas, cidadãos!) que dá uma vantagem injusta aos jogadores franceses, que já começam o jogo mais motivados do que os adversários, prontos para derrubar a Bastilha , qualquer Bastilha. É claro que a empolgação nem sempre funciona, e a França já perdeu muito jogo mesmo energizada pelo seu hino. Mas foram tantas as vezes em que, inspirado pela Marselhesa, o time da França já estava ganhando o jogo mesmo antes do apito inicial que a Fifa deveria ter dado um ultimato aos franceses: ou outro hino, menos eletrizante, ou o silêncio.
É verdade que, com a novidade de cantarem a segunda parte do Ouviram do Ipiranga à capela depois da banda tocar a primeira parte e parar, a torcida brasileira inventou uma espécie de alonsanfã nacional, quase tão empolgante quanto o francês. Até deu efeito contrário: depois de cantarem a segunda parte do hino só com a torcida antes do jogo com a Croácia, alguns jogadores brasileiros tiveram uns 15 minutos de crise emocional , durante os quais foi difícil enxergar a bola ou, como no caso do Marcelo, saber para que lado nós estávamos chutando. De qualquer maneira, temos a nossa Marselhesa.
Curiosidade. Não é uma regra fixa, mas acontece muito: quanto menor o país, mais feroz o seu hino. Hinos de antigas colônias costumam ser marciais e sanguinários, em contraste com hinos como, por exemplo, o da Inglaterra , velha e criminosa potência colonialista, que é apenas um plangente pedido para que Deus cuide da sua graciosa rainha . Há hinos pastorais e hinos furiosos, e você geralmente pode adivinhar o tamanho e a história do país pelo andamento do seu hino. Os antigos subjugadores fazem hinos curtos e tranquilos, os antigos subjugados fazem hinos longos e ressentidos.
Dei uma olhada no Google para saber como é o hino de Honduras. É enorme.
A Marselhesa tem tamanha carga dramática e é tão empolgante (Às armas, cidadãos!) que dá uma vantagem injusta aos jogadores franceses, que já começam o jogo mais motivados do que os adversários, prontos para derrubar a Bastilha , qualquer Bastilha. É claro que a empolgação nem sempre funciona, e a França já perdeu muito jogo mesmo energizada pelo seu hino. Mas foram tantas as vezes em que, inspirado pela Marselhesa, o time da França já estava ganhando o jogo mesmo antes do apito inicial que a Fifa deveria ter dado um ultimato aos franceses: ou outro hino, menos eletrizante, ou o silêncio.
É verdade que, com a novidade de cantarem a segunda parte do Ouviram do Ipiranga à capela depois da banda tocar a primeira parte e parar, a torcida brasileira inventou uma espécie de alonsanfã nacional, quase tão empolgante quanto o francês. Até deu efeito contrário: depois de cantarem a segunda parte do hino só com a torcida antes do jogo com a Croácia, alguns jogadores brasileiros tiveram uns 15 minutos de crise emocional , durante os quais foi difícil enxergar a bola ou, como no caso do Marcelo, saber para que lado nós estávamos chutando. De qualquer maneira, temos a nossa Marselhesa.
Curiosidade. Não é uma regra fixa, mas acontece muito: quanto menor o país, mais feroz o seu hino. Hinos de antigas colônias costumam ser marciais e sanguinários, em contraste com hinos como, por exemplo, o da Inglaterra , velha e criminosa potência colonialista, que é apenas um plangente pedido para que Deus cuide da sua graciosa rainha . Há hinos pastorais e hinos furiosos, e você geralmente pode adivinhar o tamanho e a história do país pelo andamento do seu hino. Os antigos subjugadores fazem hinos curtos e tranquilos, os antigos subjugados fazem hinos longos e ressentidos.
Dei uma olhada no Google para saber como é o hino de Honduras. É enorme.
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