Artigo Zero Hora
ALEXANDRE POSTAL
Deputado estadual (PMDB), líder do governo Sartori na Assembleia Legislativa
Deputado estadual (PMDB), líder do governo Sartori na Assembleia Legislativa
O PT tenta restabelecer, aqui no Rio Grande do Sul, um clima de rivalidade política. Já fizeram isso várias vezes ao longo da história, sempre invocando o monopólio de todas as virtudes e acertos. E, claro, debitando aos adversários todas as maldades e erros. Esse jeito ultrapassado de fazer política é que os conduziu à estrondosa derrota da última eleição aqui no Estado.
O momento em que vivemos é diferente. Estamos diante de uma forte crise financeira, em grande parte agravada pelo próprio PT durante o governo Tarso Genro. Porém, se ficarmos no revanchismo partidário, sempre olhando para o retrovisor, não vamos construir nada de novo para o futuro.
O governo Sartori, em vez de jogar pedras em adversários, está governando. Comunicou a crise, enxugou a máquina, cortou cargos de confiança, diminuiu secretarias. Não fez farra com o dinheiro público. Não prometeu aumentos para o futuro. Não assinou piso salarial que não poderia cumprir. Encarou a verdade. Houve equívocos, sem dúvida, mas temos clareza sobre a necessidade de recuperar a capacidade de investimento do Estado.
Então, a deputada Stela Farias (PT), que ontem ocupou este espaço, está certa ao afirmar que o atual projeto político é diametralmente oposto ao que vinha sendo implementado até dezembro de 2014. Sartori se recusa a endividar irresponsavelmente o Estado, propõe mudanças estruturais, enfrenta problemas históricos, apresenta um regime de previdência complementar, propõe uma inovadora Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, aprova uma Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) realista. Isso é muito diferente do que havia antes. Mas muito mesmo! Isso é futuro. A demagogia é passado.
Em vez de só criticar, como sempre fez, o PT poderia ajudar na articulação junto ao governo federal para um socorro emergencial em favor dos gaúchos. É hora de mostrar para a União que o Estado precisa mais do que a formalidade de bloquear nossas contas. Isso só conseguiremos unidos, com mais maturidade e menos espetáculo. Precisamos estar ao lado do Rio Grande nesta hora de crise, para muito além do mero partidarismo.
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