Coluna Zero Hora - RBS BRASÍlia
O governo Dilma mudou o tom com relação aos protestos, mais ainda está longe de vestir as sandálias da humildade. O ministro Edinho Silva(Secretaria de Comunicação) reconhece a importância dos movimentos e não questiona a origem socioeconômica dos participantes – ao contrário dos militantes petistas. Mas ainda falta assumir os erros e a necessidade de reconquistar a confiança da população.
Hoje, a presidente da República está tão enfraquecida que não têm condições de liderar o famoso pacto pela estabilidade, pregado pelo vice-presidente da República, Michel Temer. A situação chega a ser constrangedora. Edinho anuncia que Dilma terá uma agenda com empresários, mas grandes nomes da indústria nacional preferem conversar com Temer. Enquanto Dilma e os ministros petistas ficam enredados na arrogância, quem ganha terreno é o PMDB.
FHC ASSUME
Até então moderado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi para as redes sociais pedir a renúncia de Dilma com um propósito: não deixar a oposição esfriar. Tucanos ficaram desanimados em especial com a falta de protagonismo do senador Aécio Neves (MG), que não empolgou na participação dos protestos de domingo. FHC é o único com patrimônio político, neste momento, para sacudir um partido que não sabe aproveitar o momento da crise porque está dividido entre Aécio, José Serra e Geraldo Alckmin.
CORAÇÃO NA MÃO
Depois de quase seis meses da famosa lista de Janot, é zero a chance de qualquer manifestação da Procuradoria Geral da República sobre os seis políticos gaúchos suspeitos de receberem mensalinho no esquema da Lava-Jato. As investigações foram autorizadas pelo STF, mas terão que ser prorrogadas se não forem concluídas até o final deste mês.
MÍNIMOS DETALHES
As denúncias a serem apresentadas pela PGR contra políticos da Lava-Jato serão longas e bem detalhadas. De dois a três nomes de peso do Congresso serão alvo nesta leva.
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