quinta-feira, 20 de agosto de 2015

" O Redimensionamento do Estado do Rio Grande do Sul "

Editorial Zero Hora

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Em meio ao impasse gerado pela crise financeira do Estado e pela paralisação dos servidores, alguns setores da administração pública começam a se movimentar no sentido da busca de alternativas para, pelo menos, atenuar as dificuldades do Executivo. Nesse contexto, cabe reconhecer a proposta do Judiciário de renunciar a parte dos juros dos depósitos judiciais que têm sido usados pelo poder na construção e na manutenção de suas instalações. Também parece estar sintonizada com os interesses coletivos a operação deflagrada por auditores fiscais da Receita Estadual, que decidiram não aderir à greve e intensificaram a fiscalização sobre devedores de ICMS.
Neste momento de dificuldade, o que mais o Estado precisa é de trabalho e compreensão por parte dos servidores e de suas lideranças. Não é justo nem aceitável que algumas áreas do serviço público, sob o pretexto de autonomia ou orçamento próprio _ mas com recursos arrecadados da mesma fonte, os contribuintes _, continuem alheias ao caos. A contribuição do Judiciário é bem-vinda, mas deve sinalizar também para uma reordenação dos gastos públicos e para a contenção de despesas, seja em obras que podem ser adiadas, seja em contratações e manutenções de estruturas dispendiosas.
O redimensionamento do Estado tem que entrar na agenda dos poderes de forma permanente, não apenas para enfrentar uma crise circunstancial, mas, sim, para assegurar profissionalismo e eficiência à máquina pública. Se os contribuintes estão sendo chamados a novos sacrifícios, com a elevação de tributos e tarifas, é indispensável que também passem a receber compatível contrapartida em obras e serviços.

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