sexta-feira, 14 de agosto de 2015

" Ameaça para os contribuintes "

Editorial Zero Hora

Presente em todos os momentos de agudização da crise das finanças públicas gaúchas, a possibilidade de aumento nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) volta a ganhar força de novo no meio oficial. A alternativa, embora ainda não confirmada oficialmente, vem sendo apontada como uma das prováveis medidas na próxima etapa do ajuste fiscal. Por isso, os contribuintes precisam se manter alertas a esse debate, como já vêm fazendo líderes empresariais, que tentam convencer parlamentares a rechaçar a possibilidade.
Iotti: quebrou quebrado! Iotti/Agencia RBS
Nenhum gaúcho preocupado com o futuro imediato do Estado pode negar a gravidade da crise nas contas gaúchas e a necessidade providências adequadas para enfrentá-la. A questão, como vêm insistindo líderes empresariais, é que tributo maior só interessa ao governo. Esse é o tipo de solução simplista que, além de onerar o contribuinte, tem efeito apenas temporário para o caixa oficial. Com mais imposto, o setor privado investe menos, os preços sobem, as vendas caem e a arrecadação também diminui, o que tende a agravar ainda mais as dificuldades atuais.
É decepcionante a admissão de que a crise, cujo enfrentamento foi historicamente protelado, não será resolvida nem se as providências mais ousadas _ da reforma da previdência ao aumento de impostos _ forem postas em prática. Nem isso deve esmorecer a mobilização por saídas imediatas e coerentes que, sem punir mais ainda os contribuintes, possam, enfim, definir um horizonte para o Estado, ajudando a equacionar suas finanças e a recuperar sua autoestima.

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