sexta-feira, 1 de maio de 2015

" NÃO À VIOLÊNCIA DE RICHA E AO ARROCHO DE DILMA "

Artigo Zero Hora


BERNADETE MENEZES
Funcionária pública, da direção nacional da Intersindical

O que aconteceu no Paraná é inaceitável! Às vésperas do 1º de Maio, um verdadeiro massacre contra professores, acompanhado pelo governador Beto Richa (PSDB), que assistia e torcia do alto de seu gabinete, como mostram vídeos nas redes sociais. 

Está claro! Este é o método para impor o arrocho comandado pelo governo Dilma e aplicado a ferro e fogo pelos governos estaduais e municipais. Impedem o povo de ocupar “A Casa do Povo” e cortam direitos dos trabalhadores para garantir o pagamento da dívida pública. Ou seja, ataca os pequenos e garante lucros fabulosos para os ricos. Tudo isso com a garantia dos maiores juros do mundo, que ontem passaram a 13,25%. Um escândalo!

Assim foi a votação na Câmara do PL 4330, que amplia as terceirizações, precarizando o trabalho. PL, este, condenado inclusive pelos ministros do TST.

 As Medidas Provisórias 664 e 665 atacam, entre outros direitos, o seguro-desemprego, justo quando as demissões aumentam em todo o país. Além da entrega de patrimônio público construído com nosso dinheiro, como aeroportos, portos e poços de petróleo.

Infelizmente, o 1º de maio em todo o mundo será contra o ataque a um patamar civilizatório que nós trabalhadores conquistamos nos últimos dois séculos em todo o mundo. Com muita luta, perda de vidas, feridos, prisões, exílios e repressão.

Se compararmos nossa luta com uma corrida de revezamento, nossa geração está passando um bastão de direitos pela metade para a juventude que entra no mercado de trabalho. São ataques à previdência, aumento de horas de trabalho, terceirizações, “acidentes de trabalho”, sucateamento dos serviços públicos, adoecimento dos trabalhadores, trabalho escravo e muitas coisas mais.

Mas, isso não está ficando sem respostas. A juventude tem ido às ruas nas principais capitais do mundo. O povo grego tem reagido à altura fazendo auditoria da dívida pública e dizendo que o povo não vai pagar esta conta. Aqui não é diferente.

 As mobilizações de 2013. A greve dos professores do Paraná e de outros cinco Estados reflete o que disse uma jovem do Grêmio do Julinho em uma manifestação “Lutamos porque não queremos ser uma geração terceirizada!”.

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