Editorial Zero Hora
Ainda que por motivos questionáveis, entre os quais o temor de provocar novo panelaço, a presidente Dilma Rousseff talvez tenha acertado em se manifestar apenas pelas redes sociais no Dia do Trabalho. Pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão devem mesmo ser reservados para momentos excepcionais, quando há grande expectativa da população pela palavra presidencial. Não é o que ocorre em datas rotineiras do calendário oficial, a não ser que o governo tenha algum comunicado importante alusivo à celebração.
Ao recorrer às novas plataformas de comunicação, a presidência da República abre mão da fórmula impositiva, que costuma provocar a rejeição do público, e oferece oportunidade para as pessoas acessarem o que querem ver e ouvir, na hora em que melhor entenderem – como deve ser sempre numa democracia. Embora tenha causado surpresa e provocado críticas, a decisão acabou se revelando sensata e adequada.
Ninguém desconhece o fato de que os meios de comunicação tradicionais, especialmente o rádio e a televisão, ainda desfrutam no país de maior audiência dos que as redes sociais.
Porém, a primazia dispensada à internet não os impediu de divulgar os três pronunciamentos gravados em vídeo por Dilma Rousseff, sobre terceirização, salário mínimo e manifestações de rua.
Sem obrigar ninguém a ouvi-la, a presidente conseguiu a audiência desejada.
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