Artigo Zero Hora
HUGO PINTO RIBEIRO
Empresário
Empresário
À medida que nos aproximamos da realização da Olimpíada, mais ouviremos falar que o Brasil não é uma potencia olímpica. E é verdade.
O desempenho nos Jogos é medido pelo número de medalhas e priorizando o ouro. Por esse critério, Cazaquistão, Coreia do Norte e Irã, por exemplo, aparecem à frente de nosso 22º lugar (17 medalhas, sendo três de ouro) em Londres em 2012.
Os Jogos Olímpicos são compostos por 30 modalidades que oferecem ao redor de 800 medalhas. Esportes de baixa popularidade como canoagem (48 medalhas), levantamento de peso (45), luta greco-romana (72) e taekwondo (32) são mais generosos na distribuição dos metais do que futebol e basquete, cada um deles valendo apenas 6.
Assim, cria-se um sistema de classificação completamente desproporcional à prática e à repercussão das atividades esportivas no mundo.
Somos os únicos pentacampeões no futebol masculino e sempre chegamos entre os primeiros no feminino. No vôlei, somos os melhores há pelo menos 20 anos, tanto na quadra quanto na praia, masculino ou feminino, em Olimpíadas ou Mundiais. Nosso basquete tem histórias belíssimas nos tempos de Amauri, Oscar, Paula e Hortência, inclusive com três títulos mundiais . No ano passado, os rapazes resgataram nossa posição de destaque na modalidade, chegando às quartas do Mundial e, durante a campanha, ganhando do vice e do terceiro lugar (Sérvia e França). Somos o único país que conquistou títulos mundiais nos três principais esportes coletivos para homens.
Nosso handebol feminino é campeão mundial e no masculino estamos perto do primeiro escalão. Estamos entre os melhores na vela e no judô. Eventualmente, temos campeões em esportes de expressão como tênis (Maria Ester e Guga), atletismo (Ademar, Joaquim Cruz, João do Pulo e outros), ginástica (Daiane e Zanetti) e natação (Cielo e antecessores). Além disso, somos líderes em esportes não olímpicos, mas de muita popularidade, como o futsal e o surfe. Tivemos Emerson, Piquet e Sena na Fórmula-1.
![]() |
Assim, se não somos colecionadores de metais olímpicos, temos cadeira cativa no primeiro escalão do esporte mundial, e que venham os Jogos para julgarmos o que é melhor, ser potência olímpica ou esportiva. Aliás, já busquei no escritório do COI minha carteirinha Pró-Olimpíada, tal qual, muito cedo, fui Pró-Copa. E estou concorrendo à compra de ingressos para vários esportes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário