ArtigoZero Hora
Alfredo Floro Cantalice Neto
Presidente da Amrigs
A saúde é parte fundamental do conceito de inovação e sustentabilidade no mundo. Pensada na perspectiva de desenvolvimento humano, a área de atuação carece, em termos globais, de um olhar mais atento para considerar os indivíduos em sua complexidade nas diferentes realidades. Nesse sentido, entidades médicas do Rio Grande do Sul assumiram o desafio de inaugurar um novo modelo de gestão.
Dados econômicos do RS refletem e justificam a necessidade de mudanças estruturais. A cadeia produtiva gaúcha, formada pela indústria, instituições de prestação de serviços, distribuidores de medicamentos e materiais, varejo e profissionais de saúde, contribuiu, em 2014, com R$ 600 milhões de ICMS.
Segundo o Cadastro Nacional de Entidades de Saúde, existem no Rio Grande do Sul 17.133 instituições de saúde.
O setor da assistência à saúde movimenta R$ 4,8 bilhões por ano, sendo responsável por 6,5% do PIB gaúcho, além de gerar 110 mil empregos formais e quase 300 mil indiretos. Dados apontam que o setor é um dos de maior qualificação de profissionais.
Dos gastos totais aplicados em promoção, prevenção e recuperação da saúde, 57% são custeados diretamente pelos cidadãos, através de planos de saúde e também desembolsados.
Soma-se isso aos 30% de gaúchos que dispõem de planos de saúde privados e públicos; os indicadores apontam um cenário promissor para a incorporação de novos e inovadores modelos de gestão.
É exatamente esse propósito que está levando Amrigs, Simers e Cremers a somarem esforços e propostas concretas promovendo debates, conferências e mesas-redondas com as principais lideranças da área médica gaúcha e do Brasil.
Esse movimento resulta de uma postura das entidades que debatem há anos a situação, propondo o que o governo não vai resolver sozinho, atenuando o impacto da judicialização, propondo novos modelos de remuneração, bem como a gestão médica assistencial, a saúde suplementar, entre tantas outras demandas.
Esse "congraçamento" será um marco político importante, priorizando necessidades, estabelecendo relações justas entre operadoras de saúde, atendimento digno aos pacientes do SUS e dos planos privados; classe médica valorizada, gestores públicos fazendo a sua parte, profissionais unidos em conhecimento e experiência. Realizações que serão desencadeadas por essa integração benéfica não apenas ao segmento, mas à sociedade gaúcha. Isso é o que esperamos!
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