Artigo Zero hora
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GERSON REIS
Médico
Médico
O formato de uma pera, que serve de ilustração para a evolução demográfica do RS, é emblemático do preocupante cenário atual de saúde dos gaúchos. Ao invés do desenho anterior _ de uma pirâmide em que se distribuíam camadas equilibradas de faixas etárias de mulheres e homens _ a atual configuração arredondada concentra, na parte central, a maioria de rio-grandenses entre 20 e 45 anos, mas a partir daí alonga-se com o traçado de extratos que vão dos 70 a pessoas com mais de cem anos.
Também na outrora retilínea base inferior, de zero a quatro anos, há alteração devido à crescente diminuição dos índices de natalidade gaudéria. É a parte superior adelgaçada da figura que registra um contingente humano envelhecido de novo perfil, que padece de mazelas clínicas típicas do passar do tempo e que esbarra na carência de correspondente estruturação do atendimento à saúde.
As decorrências dessa mudança também se agravaram. Hospitais têm limites físicos de leitos e internação, insuficientes para absorver essa clientela aumentativa. Médicos, cada vez mais especialistas de um só mal, são despreparados para atendimentos de múltiplas exigências patológicas do idoso, atormentado por doenças coronarianas, pressão alta, colesterol elevado, depressão etc.
A renda média, diminuída no período de aposentadoria, cai de maneira desproporcional ao aumento dos gastos com medicamentos, planos de saúde, exames clínicos e laboratoriais da medicina encantada com as novas tecnologias. Acrescente-se ao quadro a regulação excessiva e até a judicialização massiva de liminares reféns da falta de conhecimento médico específico e detalhado, que contribui para agravar a questão da saúde no Estado.
O certo é que o chamado “bônus demográfico” é cada vez mais alarmante e os desafios parecem imensuráveis para melhorar a saúde da sociedade gaúcha.
O Hospital Moinhos de Vento confirmou, na tarde desta quarta-feira (10) que um bebê de 38 dias morreu na UTI Neonatal em função de uma infecção. A unidade está interditada desde o domingo (7), quando apareceram os primeiros sinais de um surto de infecção. Das 27 crianças internados, oito foream infectadas pelo enterovírus.
Em época de esperança remetida ao imaginário do ano novo com novos governos, convém lembrar que é preciso enfrentá-los, sem compressas mornas e nem placebos medicamentosos, com medidas enérgicas e corajosas para corrigir males que estão claramente diagnosticados.
Hospital Moinhos de Vento confirma morte de bebê por infecção na UTI Neonatal
UTI Neonatal está interditada desde o domingo (7)
Marcela Panke
marcela.panke@rdgaucha.com.br
O Hospital Moinhos de Vento confirmou, na tarde desta quarta-feira (10) que um bebê de 38 dias morreu na UTI Neonatal em função de uma infecção. A unidade está interditada desde o domingo (7), quando apareceram os primeiros sinais de um surto de infecção. Das 27 crianças internados, oito foream infectadas pelo enterovírus.
Até o momento, quatro casos foram confirmados e outros três são investigados. Um desses bebês está em estado grave, em ventilação mecânica. O paciente que morreu é uma criança de 38 dias, que tinha problemas cardíacos e pesava apenas 530 gramas.
A morte aconteceu na segunda-feira pela manhã. Conforme o superintendente Médico do Hospital Moinhos de Vento, Luiz Antonio Nasi, a criança já tinha uma infecção bacteriana e não resistiu a mais uma, pelo enterovírus.
"Esta era uma criança que já estava muito mal, inclusive estava com uma outra infecção, que era por um estafilococos. Mas a concmitancia de mais de uma infecção, e considerando a condição de base da criança, determinou o desfecho, e infelizmente a criança faleceu", explicou.
Situação deve normalizar nesta semana
O Hospital Moinhos de Vento destaca que o surto não se deve a uma infecção hospitalar, mas a um vírus que veio de fora. A expectativa do hospital é que a UTI Neonatal seja liberada ainda nesta semana. Por enquanto, sete pacientes estão isolados. Gestantes de alto risco são encaminhadas para outros hospitais da cidade, que tenham UTIs neonatais.
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