Rosane de Oliveira
&
| que façamos a façanha de desapegar... da corrupção ,da economia corrupta,da insegurança, e das deturpações mentirosas... |
Juliano Rodrigues
ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA
Dilma Rousseff teve quase quatro anos para mobilizar sua base no Congresso e aprovar a criminalização da homofobia, mas não fez qualquer esforço. Em plena campanha, Dilma resolveu abraçar a causa dos gays para mostrar diferenças com sua adversária Marina Silva, que não quer se indispor com pastores como Silas Malafaia. Equiparar a homofobia ao racismo, como querem os ativistas dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, é um problema para os pregadores que tratam os gays como criações do demônio.
A ascensão de Marina obrigou o comando de campanha de Dilma a alterar o cardápio de temas. O que valia quando o adversário era Aécio perdeu força. Dilma foi para o último debate munida de dados e informações que pudessem expor as contradições de Marina e exibir suas fragilidades. A presidente mudou porque tem esperança de ir para o segundo turno e acredita que, no mano a mano, pode solapar a base da candidatura de Marina e seu discurso de uma política diferente.
Aécio também mudou, mas
A ascensão de Marina obrigou o comando de campanha de Dilma a alterar o cardápio de temas. O que valia quando o adversário era Aécio perdeu força. Dilma foi para o último debate munida de dados e informações que pudessem expor as contradições de Marina e exibir suas fragilidades. A presidente mudou porque tem esperança de ir para o segundo turno e acredita que, no mano a mano, pode solapar a base da candidatura de Marina e seu discurso de uma política diferente.
Aécio também mudou, mas
de forma tão sutil que ainda não é perceptível a disposição de partir para a briga com Marina. Os boatos de que estaria pensando em renunciar e apoiar a ambientalista, somados com as declarações de aliados que já anunciam apoio a Marina no segundo turno, enfraquecem o senador. Mesmo que suas propostas sejam mais sólidas do que as de Marina, criou-se no imaginário de uma parcela muito significativa do eleitorado a ideia de que a mudança tem nome de mulher, vem da floresta amazônica e não está vinculada à polarização PSDB-PT.
O desafio dos aliados de Aécio é frear a debandada para o lado de Marina, fruto da percepção de que só ela tem condições de derrotar o PT. Ele próprio tem responsabilidade pela desidratação de sua candidatura, já que, mesmo mostrando as fragilidades de Marina, elogia a adversária e diz que o mais importante é tirar o PT do poder.
O desafio dos aliados de Aécio é frear a debandada para o lado de Marina, fruto da percepção de que só ela tem condições de derrotar o PT. Ele próprio tem responsabilidade pela desidratação de sua candidatura, já que, mesmo mostrando as fragilidades de Marina, elogia a adversária e diz que o mais importante é tirar o PT do poder.
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