Artigo Zero Hora
Mágda Cunha
Pró-reitora acadêmica da PUCRS
O cenário de profundas transformações — pelo menos é como a aceleração nos faz ver as mudanças — em praticamente todas as áreas determina que as perguntas sobre o futuro se mantenham no horizonte. No Ensino Superior, isso não é diferente. Como serão os profissionais? E os empregos serão iguais? Por isso, tomar decisões sobre a abertura de cursos em uma universidade deve observar variáveis diversas, compreendendo que, para cada atividade, muitas são as competências exigidas. Se, antes, aprender e reproduzir técnicas era suficiente, hoje, a capacidade de empreender, o bom relacionamento e uma visão interdisciplinar são apenas algumas características que devem estar conectadas à formação. E como ensinar algo que deve transbordar as paredes das salas de aula?
Certos aspectos são indiscutíveis. Um deles é que a formação integral depende do ambiente. Em uma universidade, é possível aprender como sempre aprendemos, mas podemos "respirar" cotidianamente experiências de inovação e interdisciplinaridade. Uma instituição preocupada com valores sociais sólidos, com a qualidade de vida e com a formação integral de seus estudantes fará escolhas nessa direção. Estão presentes categorias como pesquisa, inovação e empreendedorismo. Tudo isso relacionado ao ambiente, onde a sala de aula é uma das células fundamentais. E não há mais como ensinar fora desse contexto.
Fazemos a reflexão até aqui, porque foi nessa linha de pensamento que a PUCRS planejou e decidiu lançar três novos cursos de graduação: Gastronomia, Escrita Criativa e Ciência e Inovação em Alimentos. São áreas nas quais a universidade tem consciência de estar muito bem preparada, evidenciando características que perpassarão todos os demais cursos.
As profissões do futuro são muitas e, junto com as que já conhecemos, todas terão o dever de aperfeiçoar a vida em sociedade. Fundamental compreendermos que o processo é cada vez mais dinâmico. A formação que entendíamos completa ao final de um conjunto de disciplinas precisa de bem mais cruzamentos e de um ambiente que proporcione essa experiência cotidianamente.
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