quarta-feira, 11 de novembro de 2015


As greves dos caminhoneiros e petroleiros podem causar desabastecimento, afetar as exportações e aprofundar o caos da economia. Transportadores autônomos prometem parar em todo o país, assim como os petroleiros que estão com os braços cruzados desde a semana passada. 

Para o economista e ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Adriano Pires de Araújo, o governo está à deriva e ignora o mundo real. Ele vê com muita preocupação os dois movimentos grevistas: “Tudo isso é consequência de um governo que não tem credibilidade, de um governo à deriva, sem comando. Esses eventos demonstram a situação que o país está vivendo”. 

Os manifestantes vão impedir o tráfego de carretas que carregam etanol, gasolina, produtos metalúrgicos e alimentos industrializados com extensa validade. O presidente do Sindicato de Postos de São Paulo, José Alberto Paiva Gouveia, destaca o giro rápido dos combustíveis nos postos: “Não existe estratégia, porque nós temos um produto que tem uma venda muito rápida. Nossos tanques não são tão grandes e o estoque não é tão elevado. Se não houver entrega, aí sim poderemos ter problemas”. No começo do ano, transportadores de cargas e combustíveis travaram as rodovias e, agora, promete-se a mesma mobilização. 

A categoria está insatisfeita com o Governo Federal que ignora a pauta de reivindicações do meio, que perde com a redução dos fretes e alta do diesel. O líder do movimento, Ivar Luiz Schmidt, reforça a motivação política frente à desaceleração econômica e a confusão em Brasília. Pelas redes sociais, Schmidt conseguiu a adesão de milhares de motoristas, mas garante a liberação de caminhões com alimentos in natura: “A gente não vai impedir o trânsito. Na paralisação anterior também, automóveis, ônibus, ambulâncias, veículos que transportam remédios, oxigênio hospitalar, ninguém vai bloquear isso. Nossa intenção é visar os caminhões mesmo”.

 O dono de posto que se aproveitar das greves para elevar o preço do álcool e da gasolina terá que se explicar na polícia. Por conta da crise, houve queda de 20% no consumo de combustível, o que gerou demissão de 10% dos frentistas no Estado de São Paulo. 


https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=c0Z5sSTgpsA

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