Nova meta
Sem incluir pedaladas, rombo nas contas do governo federal será de R$ 51,8 bi em 2015
Segundo o deputado Hugo Leal (PROS-RJ), valor não inclui os atrasos nos repasses a bancos públicos
O Orçamento de 2015 deverá ter uma meta de déficit primário de R$ 51,8 bilhões, disse nesta terça-feira o deputado Hugo Leal (PROS-RJ), relator do projeto de lei que altera a meta do Orçamento de 2015. Segundo ele, o valor não inclui os atrasos nos repasses a bancos públicos, conhecidos como pedaladas fiscais.
Segundo nota conjunta divulgada pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a queda na arrecadação provocada pela crise econômica foi a principal responsável pela nova meta de déficit primário. De acordo com o texto, o governo está cortando os gastos discricionários (não-obrigatórios) em 2015.
O governo informou ainda que o contingenciamento (bloqueio) de R$ 79,4 bilhões equivale a 40% das despesas não obrigatórias, 1,22% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de tudo o que o país produz). O corte, ressaltou o comunicado, é o maior implementado desde a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A nota destacou que, exceto o Bolsa Família, os gastos de saúde, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as despesas discricionárias tiveram queda nominal (sem considerar a inflação) de quase 9% em relação a 2014 e de 5% em relação a 2013. Na comparação com o ano passado, a queda dos gastos do PAC é ainda maior e chega a 35% em valores nominais
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