Política
Carolina Bahia: governo nas mãos do Congresso
Planalto terá dificuldade para aprovar pacote de medidas
Cada vez mais enrolado nas suas próprias trapalhadas, o governo Dilma não tem força política para aprovar no Congresso o pacote de medidas anunciadas para cobrir o rombo no orçamento de 2016. Se o ajuste fiscal levou mais de seis meses para passar na Câmara e no Senado, propostas indigestas como adiamento do reajuste do funcionalismo público, congelamento de concursos e a volta da CPMF terão que ser negociadas com incrível habilidade para saírem do papel até o final do ano.
Habilidade que Dilma não têm. No caso da CPMF, Dilma ainda busca o apoio dos governadores. Só para 2016 a arrecadação com o imposto deve ser de R$ 32 bilhões.Verba que, segundo o ministro Joaquim Levy (Fazenda), será usada para cobrir o rombo da Previdência.
Quem conhece a história dessa contribuição, sabe que o destino, no fim, será o superávit primário. Levy e Nelson Barbosa (Planejamento) ficaram ainda devendo o anúncio da redução dos ministérios e cargos de confiança. E, quando houver, a economia será pífia, apenas R$ 200 milhões. Primeiro, o Planalto deveria ter cortado na carne para, depois, encaminhar as ações impopulares. Agora, difícil mesmo será convencer o Congresso.
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