quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

" Um Impeachment,fazendo a HISTÓRIA DO BRASIL " A CORRUPTA,A LADRA,ASSALTANTE DE BANCOS...

Artigo Zero Hora

Marcel Van Hattem: uma eleição para a história

Cientista político, jornalista e deputado estadual (PP)

Por: Marcel Van Hattem
Algumas eleições entram para a história política de seu país, de um continente ou do mundo todo. As eleições que ocorrerão na Venezuela no domingo (6) estão nessa categoria.
 
As pesquisas apontam que o

 governo de Maduro sofrerá uma derrota e perderá a maioria no parlamento, enfraquecendo o bolivarianismo em seu berço. 
Mais do que a derrota na Argentina, um fracasso na Venezuela seria um desastre para o projeto bolivariano do Foro de São Paulo (uma aliança de partidos e organizações de esquerda em todo o continente latino-americano fundada por Lula e Fidel).
O ambiente no qual o pleito ocorrerá é uma mistura de violência, falta de transparência e ameaça ao Estado de direito. No dia 25 de novembro, um líder da oposição foi morto a tiros em um comício no qual a esposa de Leopoldo López, preso político, discursava.
Uma semana antes disso, Maduro dissera que, mesmo que perdesse as eleições, "não entregaria a revolução", governaria "em aliança cívico-militar", e que "a revolução entraria em uma nova etapa" — uma clara ameaça de não respeitar as urnas e usar da força para seguir sua ditadura. Para que fique claro: só há Estado de direito e democracia quando o governante, eleito, se submete à lei — e Maduro nega-se a isso.
O TSE desistiu de mandar representantes brasileiros para acompanhar a delegação da Unasul, devido ao veto imposto pela Venezuela ao ex-ministro Nelson Jobim — o que faz crescerem as suspeitas de manipulação do resultado ou dos procedimentos eleitorais. Não há como assegurar a lisura da eleição conduzida em um ambiente desses, onde o governo parece ter algo a esconder.
Há apenas uma certeza: essa eleição será histórica, e seu resultado pode marcar a derrocada do bolivarianismo e do plano do Foro de São Paulo para a tomada do continente. 
Viajarei a Caracas para acompanhar as eleições como observador internacional, a convite da MUD — Mesa de la Unidad Democrática —, coligação de oposição a Maduro. 
Torço por eleições limpas, pacíficas e que, ao final, o Estado de direito, a democracia e a liberdade sejam vencedoras.

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