sexta-feira, 4 de março de 2016

" É Bomba "

Iotti: no ventilador Iotti/Agencia RBS
Por Carolina Bahia RBS - Brasília

                       O estrago está feito.
 O governo Dilma Rousseff passa por um dos piores momentos da crise aguda que já completa 15 meses. 
O mundo político em Brasília teme o potencial explosivo da delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Ele não é um político qualquer.
Quando foi preso na Lava-Jato, o petista era líder do governo no Senado, homem de confiança de Dilma, confidente do ex-presidente Lula, amigo de deputados e senadores de diferentes partidos.

 Depois de quase três meses de prisão, sentindo-se abandonado pelos companheiros, Delcídio fechou acordo e delatou.

Em nota, o senador não confirma ou reconhece os documentos da reportagem da revista IstoÉ. O senador teria acusado Dilma e Lula de tentarem interferir na Lava-Jato. 

A reação do Planalto foi quase desesperada. Os ministros José Eduardo Cardozo (AGU) e Jaques Wagner (Casa Civil) passaram a desqualificar Delcídio, enquanto o palácio reuniu documentos para rebater acusações, como a responsabilidade de Dilma na compra da refinaria de Pasadena.

Há meses, ministros passam mais tempo defendendo Dilma e Lula do que se dedicando a combater a crise econômica e a paralisia da Esplanada.

 Uma situação que volta a alimentar a discussão do impeachment – que estava adormecida na Câmara – e os movimentos contrários ao governo que preparam nova manifestação no dia 13 de março. Enquanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vira réu, a operação se volta cada vez mais para o núcleo político e chega muito perto do governo e do PT.

DIPP DESISTE

Alegando motivos de foro íntimo, o ex-ministro do STJ Gilson Dipp não é mais advogado de Delcídio Amaral no Conselho de Ética no Senado. O jurista gaúcho foi surpreendido pela notícia da delação premiada do petista.

DESLAVADA
Citado por Delcídio na delação, de acordo com a revista IstoÉ, o deputado Marco Maia (PT-RS) nega envolvimento com irregularidades. O senador teria dito que ele cobrou para que empresários fossem liberados de comparecer à CPI da Petrobras.

– É uma mentira deslavada.

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