quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

" Vaias valem a pena ? "

Iotti: carnaval no precipício Iotti/Agencia RBS



As duas prioridades da presidente Dilma Rousseff para o Congresso neste ano têm ínfimas chances de serem aprovadas. Com um discurso focado na economia, ela defendeu a volta da CPMF e a reforma da Previdência. Em ano de eleições municipais, não existe aliado disposto a abraçar temas tão impopulares. A reação do plenário, ontem, só confirmou que essas são pautas natimortas. Mesmo assim, o clima no Planalto era de comemoração. Entre vaias e aplausos, a conclusão de ministros é que Dilma acertou na decisão de ir ao Congresso. Quem mais defendeu que a presidente deveria sair do casulo foi o ministro Jaques Wagner (Casa Civil). Estratégia sacramentada depois de conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). As bancadas petistas ficaram animadas, mais com a presença do que com o discurso. É como se a presidente estivesse disposta a assumir as rédeas do governo, depois de um 2015 sem comando.

VAI QUE EU VOU
Não há dúvidas de que o país precisa de uma reforma da Previdência, mas o assunto já virou provocação. O deputado tucano Bruno Araújo (PE) afirma que o PSDB estaria disposto a conversar se... o PT garantisse apoio a mudanças como a idade mínima.

NO STRESS
De chapéu panamá, o ministro Luís Inácio Adams (AGU) foi à cerimônia no Congresso em clima de despedida, recebendo abraços de ministros e parlamentares. Até o final do mês, ele deixa o governo.

GINÁSTICA
O Ministério da Saúde deve publicar em breve decreto flexibilizando as regras do funcionamento de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Secretários estaduais da Saúde apresentaram sugestões para colocar em atividade unidades que estão fechadas.

AUDITORIA
Ex-presidente da Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS) faz questão de afirmar que o atual presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não é o campeão de produtividade na votação de projetos em plenário. Maia argumenta que esse recorde é dele. 

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