sábado, 6 de fevereiro de 2016

" Sem Moral "< A CPMF acabou virando o símbolo da enganação "


Carolina Bahia - RBS - Brasília

Ainda enrolado com o ajuste fiscal, o governo Dilma não tem moral para defender a volta da CPMF. 
                              ela pedala em poa,nem está aí...para o caos...

Os deputados petistas mais fiéis até defendem a necessidade da cobrança, mas falta convicção.

 Afinal, a carga tributária já aumentou de outras maneiras para vários setores. 

A população está pagando caro pelos erros fiscais cometidos no passado. 

E, para completar, o antigo imposto do cheque é o símbolo da enganação.

Ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão apoia a cobrança, mas somente se houver a garantia de que a arrecadação será encaminhada exclusivamente para a saúde. 


Mesmo que houvesse essa virada, quem acredita? No governo Itamar Franco e depois com FHC, essa era uma ferramenta para financiar a falta de recursos para hospitais e postos de saúde.

 O desconto nas operações bancárias entrou na rotina do cidadão, mas parte do dinheiro serviu para engordar o superávit fiscal. Todo mundo pagou e a saúde pública continuou péssima. 

Em 2007, a oposição não teve dificuldade de passar por cima da popularidade do então presidente Lula, extinguindo a mordida.

O orçamento de 2016 prevê a arrecadação de R$ 10,3 bilhões com a CPMF a partir de setembro. A tendência é de que o Congresso rejeite a proposta, mesmo sob a alegação de que não haverá recursos para as despesas previstas. 

Deputados e projetos impopulares simplesmente não combinam em ano eleitoral. Para reverter, só com muita pressão de prefeitos e governadores, se a União dividir o bolo.

O Planalto pressiona pela aprovação, como se não tivesse responsabilidade sobre a atual situação das finanças. E o pior: a eventual volta da CPMF não vai colocar a casa em ordem, será apenas um paliativo.

Ao discursar para o Conselhão, a presidente Dilma afirmou que está aberta para uma proposta alternativa à CPMF.

 Se há uma negociação em curso, o governo poderia começar apresentando o resultado da tão prometida revisão dos gastos na Esplanada. Cada um que faça a sua parte.

Concentração – Como previsto, a presidente Dilma passa o Carnaval em Porto Alegre, curtindo os netos e recarregando as baterias.

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