quarta-feira, 14 de setembro de 2016

" Operação Lava Jato "


Lula e Marisa são denunciados pelo Ministério Público na Lava Jato

Acusação feita na operação envolve, além de ex-primeira-dama, mais seis pessoas


Lula em São Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sua mulher, Marisa Letícia, e outras seis pessoas são denunciados pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato. É a primeira acusação formal contra o petista feita pela força-tarefa do caso Petrobras, onde o ex-mandatário é suspeito de ter recebido vantagens indevidas da empreiteira OAS por meio de um apartamento tríplex no Guarujá.
Se o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, acatar a acusação feita pela Procuradoria, os seis denunciados se tornarão réus. Os seis poderão ser presos caso sejam considerados culpados ou se o magistrado entender que estão tentando atrapalhar as investigações. Em julho, o ex-presidente se tornou réu pela primeira vez por consequência da Lava Jato, quando a Justiça Federal do Distrito Federal acatou a denúncia por supostamente tentar obstruir as investigações.
Os outros denunciados desta são o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, o arquiteto Paulo Gordilho e quatro ex-membros da OAS o ex-presidente José Adelmário Pinheiro (conhecido como Léo), o ex-executivo Agenor Franklin Magalhães Medeiros, além dos ex-funcionários Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira.
No mês passado, Lula, Marisa Letícia, Pinheiro, Gordilho e Okamoto haviam sido indiciados pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ainda não há informações se a denúncia feita nesta quarta-feira contempla os mesmos crimes ou se outros foram incluídos. Representantes da Procuradoria da República no Paraná concederão uma entrevista coletiva ao longo da tarde para detalhar a acusação.
Na época do indiciamento do casal Lula, a PF entendeu que eles receberam “vantagens ilícitas, por parte da OAS, em valores que alcançaram 2,4 milhões de reais referentes às obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris, bem como no custeio de armazenamento de bens do casal”. Lula teria recebido vantagens junto à Granero Transportes LTDA, que armazenou os pertences do ex-presidente entre os anos de 2011 e 2016.
Conforme as investigações, o imóvel entregue a Lula foi adquirido pela OAS e recebeu benfeitorias da empreiteira, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. A polícia acusa o ex-presidente de ser o verdadeiro dono do imóvel. Na época do indiciamento, os advogados de Lula afirmaram que o inquérito da PF era uma peça de ficção, que se baseava apenas em “ilações e suposições”.

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