sexta-feira, 12 de agosto de 2011

assim são as palavras conjunções da vida!






Assim é a vida, cheia de conjunções: coordenadas por acontecimentos, subordinadas por amores, aditivas de conhecimentos, explicativas com muitos argumentos, pouco conclusivas, confusas e adversativas, mas sempre recheadas de alternativas...














Já dizia Lulu Santos " Tudo muda o tempo todo no mundo".
E eu passei por uma fase de grandes mudanças. Perdas,também são mudanças.E as perdas são necessárias dizia ," Judith Viorst"!

Mudança da rotina, mudança nos caminhos, mudanças, mudanças e mudanças.
Gosto delas, sempre estou pronta para mudar, ainda mais quando é para melhor.
A mudança traz duas sensações: insegurança e ansiedade.
Insegurança porque não sabemos o que nos espera lá, do outro lado, nessa nova fase. Então, dá aquele friozinho na barriga.
Ansiedade porque queremos logo mudar, queremos logo nos adaptar e logo conhecer tudo que essa mudança irá nos proporcionar.
E eu mudei tudo e escolhi isso.
Confesso, estou curtindo, mas mesmo assim dá uma saudade daquilo que éramos antes da mudança, daquela outra rotina, daquelas pessoas que faziam parte do nosso dia a dia.
Sempre temos que abrir de mão de alguma coisa, mesmo quando queremos abraçar o mundo com as duas mãos, se mudamos, tudo muda ou vice versa!"


então saudades...

então a saudade,





Vejo a saudade como uma fonte de alimento para quando se estar longe de algo ou alguém, é como se ela fosse um modo de saciar a falta que nosso coração sente! Isso porque ela traz lembranças, ocupa os pensamentos, libera os desejos mais ocultos, serve de ponte entre corações apaixonados... Na maioria das vezes a saudade dói e ela só dói porque saudade implica em ausência, a falta daquilo que nos faz feliz, a falta do perfume que é uma parte do nosso oxigênio, da pele do outro, das frases feitas que digam mentiras inocentes, do olhar que grita a verdade, das atitudes que surpreende nas horas e nos momentos mais inesperados, sente falta a te de ficar contemplando a beleza mágica do outro que enche a vida e tudo ao seu redor de cores...

Continuando a saudade não está só em relações amorosas pois saudade é tudo aquilo do qual sentimos falta como por exemplo falta da comida da mamãe, do jogo de final de semana com os amigos, do colo da vovó, daquela amizade de infância, do cheiro de terra molhada no inverno, de alguém que não está mais presente em corpo, do vento no rosto numa tarde de domingo... Isso é saudade! E reconhecer esse sentimento é uma questão de maturidade sentimental, sentir saudade é bom; aliás é maravilhoso; porque é na saudade que você conhece pedacinhos do seu coração que antes você não sabia que existia, mas que sempre esteve ali esperando o tal do sentimento de sentir falta pra poder gritar pra você eu existo e estou aqui pra te ajudar a dar mais valor as pequenas coisas da vida! E,na simplicidade,das lembranças saudosas,as histórias reais,são ensinamentos básicos,e práticos,para continuarmos a felicidade interior...proclamar,recordações!

Relato de Saudades






Na vida a gente ouve relatos de diversos tipos, diferentes assuntos e situações, sobre raça, política, religião, meio ambiente e outros assuntos dessas e de outras natureza," mas eu nunca vi nem ouvi um relato sobre uma saudade".

Segundo o dicionário Aurélio saudade é: "Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia".

Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia




que a luz ilumine os nossos caminhos







Gira em céu
um anseio ardente
por uma atração estrelada:
nasce assim o Eclipse...



Um sol Com A Cabeça Na Lua ...


Gira em céu
um anseio ardente
por uma atração estrelada:
nasce assim o Eclipse...


Aurora Em Vertigens
< de Thomas Albuquerque>

Naveguei em meu deserto
ao som do concerto do crepúsculo.
Um sonho voava no abismo,
cinismo a me acompanhar.


Pisei em vãs e secas folhas
como se dançasse em espinhos.
Devorei horizontes e caminhos
e clamei em gritos por meu pesar.


E depois de tantos delírios,
de todos os brilhos perdidos,
dormi aceso no tempo
e amanheci imortal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

tudo passa

tudo passa




O mundo gira, o tempo passa.
E tudo muda de lugar.
Não vejo mais as flores da minha janela,
Não acordo ouvindo os pássaros,
Os meus amigos mudaram quase todos,
Minhas convicções já não estão tão firmes,
A canção não é mais minha, apenas minha...
As mudanças trazem o adeus.
E cada adeus traz tanta dor!
E é aí, quando parece que tudo acabou,
Que eu ouço a parte mais forte de mim.
Quando eu penso que não sou mais capaz.
Ela me diz:
Que eu não sou de cristal,
Nem uma pétala de flor,
Que eu não sou aquela princesa,
Que espera o príncipe pra resgata-la!
Eu venço meus dragões, lidero minhas batalhas.
Levanto-me do chão e me liberto!
Eu SEMPRE sigo adiante...






Peregrina...
"Não somos seres humanos passando
Por uma experiência espiritual.
Somos seres espirituais passando
Por uma experiência humana..."




Andava como quem sonha,
Um sonho de lua cheia.
Como quem tece uma teia
Andava feito aranha!

Cada passo era um flutuar.
Fazendo sair à velha lasca
Que prende a alma nessa casca.
Era um desprender e voar...

E no voo encontrar com o divino,
Nos passos que me punha a andar.
Um saber qual era o meu lugar,
Mesmo sendo peregrino...

Andava como quem bebe da vida:
Com borboletas no estômago,
A felicidade no âmago,
E a estrada florida.

Andava...

Mas não parei o caminhar...
Tem flores no meu caminho.
Eu ainda sei tirar espinho.
E as borboletas?... Vão voltar!

Vou também pela estrada.
Da aranha sou o inverso.
Hoje mais prosa que verso.
Até que eu parta em revoada*...

< escrito por Juliana C.de Lira >

escutando,e ouvindo






Escutar


Escutar é uma profunda participação entre o corpo e a alma. E é por isso que tem sido utilizado como um dos métodos de maior potencial para a meditação... porque interliga os dois infinitos: o material e o espiritual.

Quando você estiver sentado, apenas escute o que quer que esteja acontecendo; é um mercado e há muito barulho e tráfego, o trem, o avião — escute-os sem nenhuma rejeição na mente para o que é barulhento.

Escute como se você estivesse ouvindo música, com simpatia, e subitamente você verá que a qualidade do barulho mudou. Não está mais distraindo, não está mais perturbando; pelo contrário, se torna muito agradável. Se escutado corretamente, até mesmo o mercado se torna uma melodia.

Assim, o que você está escutando não é o importante — o importante é que você está escutando, não apenas ouvindo .

Mesmo se você estiver escutando algo que você nunca pensou que valesse a pena escutar, escute-o com muita alegria — como se você estivesse escutando uma sonata de Beethoven — e de repente você verá que você transformou a qualidade disso. Isso se torna belo. E nesse escutar seu ego irá desaparecer.


< Osho>







Virtude
As pessoas se tornam boazinhas. Essa não é a verdadeira virtude – é uma camuflagem.

Fazer boas coisas traz respeitabilidade, dá a você uma boa sensação no ego, faz com que você sinta que é importante, significativo – não somente aos olhos do mundo, mas também aos olhos de Deus –, que você pode ficar de pé e até mesmo encontrar Deus e mostrar todos os seus bons feitos. Isso é exaltar o ego, e a religiosidade não pode exaltar o ego.

Não que uma pessoa religiosa seja imoral, mas ela não é moral – ela é amoral. Ela não tem caráter fixo. Seu caráter é líquido, vivo, movendo-se momento a momento.

Ela responde às situações não de acordo com uma atitude, ideia ou ideologia fixa; ela simplesmente responde a partir de sua consciência. Sua consciência é seu único caráter, e não há outro caráter.


" Osho, em "Osho Todos os Dias – 365 Meditações Diárias"

brilho da vida

Brilho da Vida

de Iyanla Vanzant



A verdadeira nobreza não diz respeito a ser melhor que outra pessoa.
Diz respeito a ser melhor do que você costumava ser.
Tenha consciência de ninguém neste planeta é melhor do que ninguém.
Todos nós emanamos da grande força criativa da vida.
Todos temos a missão de cumprir a nossa essência pretendida; tudo o que precisamos para realizar o nosso destino está disponível para nós.
Nada disso é possível quando você se vê como superior a outros.
No ordem cósmica todos somos iguais.
Não avalie os outros com base em suas aparências, realizações, posses e outras referências do ego.
Quando você projeta sentimentos de superioridade, é isso que recebe de volta, levando a ressentimentos e finalmente a sentimentos hostis.
Pense nisso e transforme sua vida positivamente. "

contemplação do belo

Descobertas
Contemplar o belo é fazer das pequenas coisas um espetáculo aos nossos olhos.
É dialogar com os amigos,elogiar as pessoas,amar os desafios da vida.
É admirar as crianças,ouvir as histórias dos idosos.


É descobrir as coisas lindas e ocultas que nos rodeiam.É admirar as nuvens,o canto dos pássaros,o baile das folhas sob a orquestra do vento.É perceber além das imagens e das palavras.


Creio que menos de dez por cento das pessoas sabem contemplar o belo.Quem despreza essa lei tem uma alegria fugaz,uma emoção superficial.


Autoria : Augusto Cury,do livro " leis para ser feliz "











Dois parágrafos e um país.

De: _Paulo Fernando Fontana


Ao lembrar-me de um trecho de Júlio Wener, "'Atribulações de um Chinês na
China'' que diz: "quando as enxadas estão polidas e os sabres enferrujados,
quando os degraus dos templos estão gastos pelo caminhar dos fieis, e as
escadarias dos tribunais, cobertas de relva, quando os padeiros andam a
cavalo e os médicos a pé, então o império é bem governado!"



E este outro de uma Filósofa americana (russa de nascimento) AYN RAND
(1905-1982):



"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter autorização de quem
não produz nada, quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não
com bens, mas com favores, quando perceber que muitos ficam ricos pelo
suborno e influência, mais do que pelo trabalho, e que as leis não nos
protegem deles, mas pelo contrario, são eles que estão protegidos de você,
quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte
em autossacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua
sociedade esta condenada''.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Deixe-se em paz,silente...







Deixe-se em paz
O mundo não vai parar para você ter tranqüilidade. A tão sonhada paz é você que produz e espalha por aí.


Imagine-se numa quietude inabalável, sem problemas e decisões difíceis a serem tomadas. Imagine que o mundo não tem mais injustiças de nenhum tipo e nada para abalar sua tranqüilidade. Enfim, imagine uma harmonia estável, constante e ininterrupta. Parece impossível? E é.

A paz, que é o assunto deste texto, não tem nada a ver com um mundo perfeito, sem conflitos. Ainda bem, aliás, porque os conflitos são a matéria-prima da realidade, são a trama da vida. Paz, dizem as pessoas que a estudam e a conhecem, é o que se ganha quando se aprende a lidar com eles. E é sobre isso que trata este texto: sobre como construir sua paz e transmiti-la ao redor de si, nas suas relações. Convenhamos, o mundo anda carente disso.

Quando se fala em conflito, é comum a gente pensar em um confronto com outra pessoa. Mas os conflitos, dizem os especialistas, moram dentro da gente. Já ouviu falar que ¿quando um não quer, dois não brigam¿? É isso. Em geral, entramos em conflito quando nossas necessidades não estão sendo atendidas. Sim, necessidades, aquelas coisas essenciais à vida, como comer, dormir e ser amado. Acontece que dificilmente dizemos claramente nossas necessidades, porque mesmo as mais básicas vêm ricamente embaladas em desejos e gostos pessoais. Necessitamos, por exemplo, de nutrição e saúde, por isso queremos comida. Sentimos necessidade de diversão, por isso queremos ver TV. Precisamos de segurança e intimidade, por isso queremos companhia. Quando a gestante decide que ¿precisa¿ comer cuscuz com queijo coalho, na verdade ela está com fome. Mas, em meio àquela tempestade hormonal típica da gravidez, o cuscuz é a única coisa em que ela consegue pensar sem sentir que vai virar do avesso. Pronto. Está armada a confusão entre necessidade e desejo. E tome conflito para convencer o marido a sair à caça de um cuscuz.
Moral da história: o primeiro passo para quem quer viver numa boa é conhecer os próprios desejos e necessidades. E não confundi-los.

Atirando-se,nas letras da vida

Roda das letras da Vida





Numa roda de amigos, a conversa é sobre literatura. Cada um revela ao outro o que está lendo. Num misto de esnobismo e insegurança, alguém diz que está “relendo” determinado livrão clássico. Mentira. Receoso de colocar em questão sua reputação intelectual, a pessoa dificilmente assumiria que lê pela primeira vez alguma obra conhecida, como um Hamlet, do inglês William Shakespeare, ou um Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski.

O escritor italiano Italo Calvino começou sua obra Por Que Ler os Clássicos, um pertinente ensaio sobre a importância da leitura desses livros, tratando justamente dessa atitude que recende a hipocrisia. De acordo com Calvino, não há idade para começar a ler um livro considerado famoso e respeitado pela crítica. E complementa com um recado consolador aos que temem assumir em público sua incipiente capacidade literária: “Por maiores que possam ser as leituras de formação de um indivíduo, resta sempre um número enorme de obras que ele não leu.”
Letras da Vida


A frase de Calvino destoa dos inúmeros preconceitos que cercam a literatura considerada clássica pela crítica especializada – ou canônica, numa classificação mais acadêmica. Graças aos inúmeros estudos sobre essas obras, elas podem passar a falsa impressão de serem leituras destinadas apenas a seletos (e eruditos) especialistas.

Isso não é uma verdade. Livros, sejam eles respeitados ou não, foram feitos por seus autores para serem lidos. Na verdade, quem teme ou apenas usa os livros clássicos como grife intelectual tenta se proteger. Ao evitar suas páginas, ficam livres de uma experiência que quase sempre questiona nossas certezas e sugere um mundo mais complexo. Trata-se de uma proteção revestida do mais ignorante dos medos. Aquele alimentado por ideias ditas pelos outros, não por uma experiência individual de leitura.

Pirando na batatinha...



Uma folga mental.


Perder o foco às vezes é importante. Precisamos disso para criar, inventar ou simplesmente viver bem.
Era um dia qualquer e o matemático foi tomar banho. Ao entrar na banheira, percebeu que o volume de seu corpo imerso movimentava um volume igual de água. Naquele momento ele não se conteve. Saiu da banheira, atravessou a porta em direção à rua e, completamente nu, gritou “Eureca! Eureca!” (“Descobri”, em grego). Foi desse jeito, íntimo e inesperado, que o grego Arquimedes (287-212 a.C.) resolveu um problema que o atormentava havia tempo: descobrir se a coroa encomendada pelo rei de Siracusa era totalmente de ouro ou se o artesão contratado havia misturado prata (metal mais barato) à joia. Essa história – contada pela primeira vez pelo arquiteto romano Vitrúvio cerca de 200 anos mais tarde, e que acabou se tornando lenda – mostra que a partir de observações simples Arquimedes teria desenvolvido parte de sua importante teoria sobre a lei do empuxo

Talvez ele nem estivesse pensando na coroa naquele momento. Quem sabe se preparava para participar de um banquete, ou estava simplesmente tomando um relaxante banho. O fato é que Arquimedes teve o impulso de observar o movimento da água na banheira – igual a um gato que fica “viajando” enquanto vê o líquido indo para lá e para cá em seu pote de água – e disso veio o insight para a solução do problema. Mesmo que não se saiba até que ponto essa história é verídica ou lenda urbana da Grécia antiga, ela revela que a mente despreocupada, divagante, é matériaprima para o pensamento, a existência e a evolução humana. Devanear, portanto, é importante para a vida
.

domingo, 7 de agosto de 2011

nossa criança interior,brincaderias de pátio



Iuuuuuupiiiiii!!!



A VIDA ESTÁ BOA?

ESTÁ COM VONTADE DE SAIR PULANDO FEITO UM POTRINHO NO CAMPO?
ENTÃO SUA CRIANÇA INTERIOR ESTÁ NO AUGE DA FELICIDADE. MAS, SE NÃO ESTIVER, TEM JEITO DE DESPERTÁ-LA, MESMO SEM PRECISAR EMPINAR PIPA, TOMAR SORVETE OU PUXAR O CAVANHAQUE DO CHEFE

texto Liane Alves Banho de mangueira no quintal pode terminar em guerra de esguicho e festa - é só começar

Se um marciano recém-chegado à Terra perguntasse a você o que é felicidade, que cena você escolheria para mostrar esse sentimento em seu mais puro estado? Um casal se unindo numa igreja? Um jovem recebendo seu diploma? Uma mãe amparando seu bebê pela primeira vez? Todas essas imagens expressam diferentes formas de realização, mas eu preferiria levá-lo para a beira de um rio para ver crianças brincando de pular na água, naquele tchibum sem igual na vida, correndo pela pedra para tomar impulso e mergulhar de pé com as pernas balançando para tudo que é lado. Tem alegria maior, mais pura que essa? Só a de cenas comparáveis: a menina escorregando na grama a mil por hora na chapa improvisada de madeira, o garoto pegando jacaré... Todas versões da mesma coisa: inocência e frescor, brincadeira e leveza, corpo e emoção, curiosidade e criatividade, senso de aventura e liberdade.

Se a gente reparar bem, ao nomear essas qualidades estaremos falando exatamente dos componentes básicos que garantem a felicidade. Não tem dinheiro no meio, tem? Também não tem segurança e estabilidade, tem? Esses momentos, ora veja, também não dependem nem de nada nem de ninguém. Muito menos de condições especiais, de pré-requisitos, ou de como a coisa deve ou não deve ser, essa mania de gente adulta. Porém, vamos ter de admitir: todo mundo sabe que não é mais criança. Temos outras necessidades, compromissos e responsabilidades. Criamos vínculos, travas, mordaças. Mas, hummm, será que não dá mesmo para conciliar as duas coisas? Será que não dá para buscar mais leveza e frescor, espontaneidade e alegria ou aventura e irreverência em nossas vidas? O mais legal dessa história é que dá, sim.

Você, como eu, também torcia o nariz quando ouvia falar da criança interior? E de como era importante expressá-la no dia-a-dia? Irônica, cheguei até a imaginar a cena: as crianças interiores do adultos saindo para fora das pessoas com estilingue no bolso ou com o coelho da Mônica pela mão, prontas para atingir o primeiro desavisado que aparecesse. Por isso, quando alguém vinha com essa conversa, assobiava, olhava para os lados e saltava fora. Até que um dia resolvi me aprofundar no assunto.

O criador da psicologia analítica, o suiço Carl Gustav Jung, por exemplo, passou um bom tempo de sua vida a estudar o tema. Um de seus mais brilhantes discípulos, James Hillman, também. Isso queria dizer que essa história de criança interna não era só coisa de livro de auto-ajuda. Reconheci: estava mais que na hora de saber como o contato com meu lado criança poderia ajudar a me dar mais vigor e alegria na vida.

Sob o quentinho do sol
Existem várias maneiras de contatar sua criança interna, e uma das melhores é a mais direta. Isto é, sempre que tiver chance, torne-se uma criança, desperte em você mesmo o menino ou menina que já foi um dia. Um grande mestre nos ensina como fazer isso: Se estiver na praia, comece a catar conchinhas ou a fazer desenhos na areia; se estiver no jardim, brinque com o cachorro, observe com atenção formigas, passarinhos e borboletas. Sempre que puder estar com crianças de verdade, misture-se a elas e deixe de ser adulto. Deite-se no gramado, como uma criança pequena aproveitando o quentinho do sol. Corra pelado, como a meninada faria. No banheiro, em frente ao espelho, faça careta, ou, quando estiver na banheira, jogue água para cima, brinque com patos de plásticos ou barquinhos. As possibilidades são infinitas. O mais importante é esquecer-se da sua idade. Essas palavras são do mestre indiano Osho. Ele nos ensinou a nos tornarmos crianças como um tipo especial e muito importante de meditação. E explica por que ela nos faz bem: Tudo isso é necessário para conectá-lo outra vez com sua infância. Você tem que regredir, chegar ao fundo das memórias, porque as coisas só podem ser mudadas se atingirmos suas raízes.

É isso: quando entramos em contato com a criança que já fomos, acessamos a energia e a criatividade do mundo infantil e somos rejuvenescidos pelo influxo dessa nova seiva. A gente se sente renovado, disposto. É por esse motivo que, quando estamos relaxados e felizes, inconscientemente já fazemos isso. As férias, por exemplo, favorecem o aparecimento de várias crianças interiores. Flagrei algumas com seus 40 e poucos anos empinando pipa na praia, jogando peladas na areia, disputando campeonatos de pebolim no bar ou tomando sorvete com cobertura de pastilhas de chocolate coloridas, jujuba, damasco e cereja, tudo ao mesmo tempo.

Ok, essa é uma das maneiras de arejar essa criança presa dentro do armário do peito e convidá-la para passear. Mas será a única?

completar, escreveu uma tese onde explica a enorme importância de acessar o mundo interno infantil e regredir voluntariamente como uma maneira de acessar uma fonte insuspeitada de vitalidade, intuição e abertura.

Seu discípulo James Hillman também dá força a essa idéia da brincadeira: O que a psicologia profunda passou a denominar regressão é apenas o retorno à criança interna, disse ele. É um processo de interiorização na busca de energia criativa, inovadora, que nos possibilita ampliar e desenvolver nossa jornada na busca de um sentimento de totalidade e plenitude. Por isso é que, depois de jogar pelada, furar onda ou andar de bicicleta, não há marmanjo que chegue em casa sem aquele sorrisão no rosto. Mesmo fisicamente exaustos, a vida nos parece tão boa e generosa que nos dá muita vontade de realizar coisas, amar as pessoas e ser feliz.

Realizar sonhos é outra maneira insuspeitada de expressar o que pede sua alma infantil

A criança ferida
A maioria das pessoas continua tendo contato com sua criança interior mesmo adulta, por meio de hábitos, desejos e condutas infantis. E essa criança interior que habita a alma de cada um pode vir à tona de várias formas, tanto positivas quanto negativas. Ela pode ser alegre, divertida, viva, quando expressa o arquétipo em seu lado positivo, ou melancólica, mal-humorada, teimosa ou birrenta, quando se mostra em seu lado negativo. Nesse último caso, essa exteriorização quase sempre vai revelar uma criança ferida e até hoje magoada. O primeiro lugar em que vamos encontrar essa criança abandonada é nos sonhos, em que nós mesmos, um filho nosso ou uma criança desconhecida é negligenciada, esquecida, deixada para trás, diz James Hillman. Acalentar, cuidar e dar segurança a essa criança ferida, seja com visualizações, seja com terapia, pode ser um passo muito importante para sua cura, segundo os parâmetros da psicologia analítica.

E Jung dizia mais ainda. Ele afirmava que toda vez que temos vontade de expressar os aspectos positivos da criança interna estamos dando claros sinais de que podemos estar a um passo de um grande evento: a obtenção da totalidade psíquica ou, em outras palavras, de atingir aquele estado de plenitude, alegria e felicidade tão bem representado pela criança quando tem todas as suas necessidade atendidas. Lembra a linda imagem usada pela compositora Dolores Duran que fala da paz de criança dormindo, na canção Para Enfeitar a Noite do meu Bem? O mestre da psicanálise diria que ela retrata com poesia e precisão o arquétipo da Criança Divina, que é a expressão maior e mais profunda da criança interior. É como se fosse a dimensão mais pura de nós mesmos, que pode ser atingida em alguns raros momentos durante a vida, quando temos a maravilhosa sensação de estar plenos, felizes e absolutamente integrados ao universo.

Você tinha idéia do quanto é importante travar contato com sua criança? Eu não.

Os egoistinhas
E aqueles adultos-crianças que não amadurecem nunca, chatinhos, mimados, egoístas e teimosos? Bom, eles estão em contato com o aspecto negativo de sua criança interior e tão identificados com ele que não conseguem amadurecer. É muito diferente de um adulto maduro que trava contato com seus aspectos infantis (tanto positivos quanto negativos, pois a tentativa é justamente conhecer-se melhor). Um é uma criança grande que não alcançou a saudável contrapartida da maturidade. O outro, um ser maduro que tem a sabedoria de não asfixiar a criança que já foi um dia.



Então, tá combinado: toda vez que você apostar em realizar um sonho (mesmo os atuais), tiver certeza de que o futuro vai ser benéfico e se sentir radiante e feliz, já vai saber que estará expressando sua criança interior. Também vai lembrar que as brincadeiras de infância e os exercícios de imaginação ativa, as ocasiões em que você se imagina quando pequeno, podem acessar um manancial imenso de criatividade e energia. Isso só para começar o jogo, porque tem muito mais coisas interessantes a respeito desse assunto, se a gente quiser se aprofundar. Da próxima vez que passar por uma seção de livros que falem da criança interior, juro que dou mais uma olhadinha e conto.

Clarice Lispector,em Felicidade Clandestina,1998






Clarice Lispector - Perdoando Deus




Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade.
Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.

E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.

Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva. Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais.

Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação.

... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.

Clarice Lispector: Felicidade Clandestina, 1998.

nós é que seremos a ameaça...






Martha Medeiros sobre:

Viajandões

Violência urbana nunca foi novidade. Aumentou, mas sempre existiu. Porém, até ela já teve dias mais românticos. Podemos quase sentir saudades de uma época em que os crimes eram protagonizados por uma turma que queria apenas enriquecer sem trabalhar, e para isso invadiam sua casa, levavam seu carro ou afanavam sua bolsa, mas sempre tendo a delicadeza de avisar antes: “Mãos ao alto, isso é um assalto”. Eles sabiam o que estavam fazendo. E uma vez com o objeto do desejo em mãos, iam embora apressados assim que ouviam as sirenes da polícia, não sem antes fazer uma mesura de despedida. Quase posso ver George Clooney no papel.

Hoje os meliantes chegam agressivamente comunicando “Perdeu! Perdeu!”, a polícia não aparece e ninguém sabe direito o está fazendo: se antes éramos surpreendidos por um pessoal que, a seu modo, tentava evitar confusões desnecessárias, hoje nos atacam completamente chapados, alucinados e sem a menor condição de distinguir um assalto de um assassinato. Não se pode mais escolher entre a vida ou a bolsa: eles levam ambos.

A recomendação sempre foi a de não reagir. Eles têm uma arma, você não. Obedeça. Porém, até um tempo atrás, contávamos com um mínimo de discernimento a nosso favor. Quem te assaltava sabia que estava cometendo um crime, sabia que deveria agir rápido e fazer o menor estrago possível, sem chamar atenção. Havia esperança de eles serem minimamente lúcidos e fazerem um serviço limpo.

Hoje, o cara que te ataca pensa que é Jesus Cristo.

Tem delírio de todos os tipos. Se você ousar piscar os olhos, ele poderá interpretar como um sinal feito para o carro da frente. Se você estiver de camiseta verde, isso pode ser considerado uma provocação, já que a grama também é verde, você por acaso o está mandando pastar? Em sua infinita doideira, nós é que somos a ameaça.

sábado, 6 de agosto de 2011

Uma Mulher entre parênteses

Uma Mulher entre parênteses
Martha Medeiros






Tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação

Era como ela catalogava as pessoas: através dos sinais de pontuação. Irritava-se com as amigas que terminavam as frases com reticências... Eram mulheres que nunca definiam suas opiniões, que davam a entender que poderiam mudar de ideia dali a dois segundos e que abusavam da melancolia.

Por outro lado, tampouco se sentia à vontade com as mulheres em estado constante de exclamação. Extra, extra! Tudo nelas causava impacto! Consideravam-se mais importantes do que as outras! Ela, não. Ela era mais discreta. A mais discreta de todas.

Também não era do tipo mulher dois pontos: aquela que está sempre prestes a dizer uma verdade inquestionável, que merece destaque. Também não era daquelas perguntadeiras xaropes que não acreditam no que ouvem, não acreditam no que veem e estão sempre querendo conferir se os outros possuem as mesmas dúvidas: será, será, será? Ela possuía suas interrogações, claro, mas não as expunha.

Era uma mulher entre parênteses.

Fazia parte do universo, mas vivia isolada em seus próprios pensamentos e emoções.

Era como se ela fosse um sussurro, um segredo. Como uma amante que não pode ser exibida à luz do dia. Às vezes, sentia um certo incômodo com a situação, parecia que estava sendo discriminada, que não deveria interagir com o restante das pessoas por possuir algum vírus contagioso.

Outras vezes, avaliava sua situação com olhos mais românticos e concluía que tudo não passava de proteção. Ela era tão especial que seria uma temeridade misturar-se com mulheres óbvias e transparentes em excesso. A mulher entre parênteses tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação. Ela havia sido adestrada para falar para dentro, apenas consigo mesma.

Tudo muito elegante.

Aos poucos, no entanto, ela passou a perceber que viver entre parênteses começava a sufocá-la. Ela mantinha suas verdades (e suas fantasias) numa redoma, e isso a livrava de uma existência vulgar, mas que graça tinha?

Resolveu um dia comentar sobre o assunto com o marido, que achou muito estranho ela reivindicar mais liberdade de expressão. Ora, manter-se entre parênteses era um charmoso confinamento. “Minha linda, você é uma mulher que guarda a sua alma.”

Um dia ela acordou e descobriu que não queria mais guardar a sua alma. Não queria mais ser um esclarecimento oculto. Ela queria fazer parte da confusão.

“Mas, minha linda...” E não quis mais, também, aquele homem" entre aspas.

domingo, 31 de julho de 2011

E aí " amizade "!!!

A Amizade

Imagine escolher uma frase, entre as milhares que já foram escritas, para definir a mais celebrada relação que existe na face da Terra. Uma frasezinha apenas, um único conjunto de palavras que possa abarcar e transmitir o que é a amizade. Dos pára-choques de caminhão aos filósofos gregos, dos ditados populares a Shakespeare, selecionei uma delas, muito singela, que é capaz de dar a exata dimensão desse tipo de amor. Ela foi escrita por um autor norteamericano de ficção científica, Ray Bradbury. Disse nosso amigo Ray que a amizade é uma casa com uma luzinha na varanda. Bonito, não? Num único flash, ele consegue passar a sensação de aconchego, calor, carinho e alegria que pode estar presente na amizade. Isto é, por mais escura que a noite possa nos parecer, a luminosidade acolhedora desse sentimento vai estar sempre aguardando nossa chegada. Ao abrigo dos amigos, podemos tirar a fantasia, a máscara e a armadura e largar paus e pedras e nos mostrar vulneráveis, frágeis, cheios de defeitos. E perceber que, ainda assim, somos aceitos. Existe bem tão precioso quanto esse num mundo tão agressivo e pontudo como o de hoje?

A amizade é o relacionamento que tem mais a cara do nosso tempo. Ou talvez, mais ainda, do futuro. Livre, aberta, democrática, ela nos convida ao exercício da tolerância, da aceitação do outro exatamente como ele é. Além disso, nos faz provar um pouquinho do gosto do amor incondicional, aquele que não perde tempo em cobranças ou exigências. Ela é tão especial que, hoje, uma boa centena de pensadores, sociólogos, psicólogos e antropólogos se dedica inteiramente ao seu estudo.

Refúgio
Há uma boa razão para isso. A amizade tem uma dimensão muito maior agora do que, digamos, 50 anos atrás. Refúgio
Naquela época, boa parte do tempo livre das pessoas era ocupada pela família, com seus aniversários, casamentos, festas de Natal e intermináveis almoços de domingo. Hoje, a família numerosa fragmentou-se. Pais, mães e irmãos estão em crise com seus próprios papéis. Além disso, os relacionamentos amorosos, outra fonte de grande interesse, já não duram tanto tempo como antigamente. O afeto dos amigos tornou-se, então, um refúgio. ¿Nascemos num mundo seguro, previsível, rígido, formal, e agora vivemos em outro, incerto, instável e, ao mesmo tempo, cheio de possibilidades de mudanças¿, afirma Jorge Forbes, psicanalista e consultor de empresas de São Paulo que escolheu a amizade nos dias de hoje como um dos seus temas preferidos.

Outro motivo para a alta crescente da amizade: a vida anda muito dura. A sociedade estimula o individualismo, a competitividade, a agressividade e a intolerância com a diferença. Exatamente por isso, aumenta a cada dia a sede das pessoas por valores mais humanos, como amor, confiança, respeito, tolerância e solidariedade, qualidades presentes em abundância nas relações entre amigos. Se não temos mais a família consangüínea para nos abastecer de compreensão e carinho, se a relação entre casais é cada dia mais instável, quem senão os amigos para fazer esse papel?

E mais um fator aumenta a importância desse sentimento: ¿Os vínculos de amizade tornaram-se um campo de experimentação da sociedade, um laboratório onde ela gesta os relacionamentos do futuro¿, diz Jorge Forbes. Isto é, a abertura, a aceitação e a flexibilidade que caracterizam as relações entre amigos serão cada vez mais comuns no trabalho, na família e na sociedade, afirma ele. Pais mais amigos, maridos e esposas mais amigos, chefes mais amigos. Um belo futuro. Tomara que ele tenha razão.



< Liane Alves > escritora



Além da Caminhada



Basta o sol Aparecer

Basta o sol aparecer no fim de semana e as pessoas se animam a sair de casa para ficar um pouco mais perto da natureza. Em geral vão ao parque caminhar, correr, pedalar, empurrar o carrinho do bebê ou o triciclo. Mas será que não há algo além disso que você possa fazer no parque? Em alguns deles sim. “O parque tem vocação para ser um espaço para atividades múltiplas e isso deve ser explorado”, afirma Roberto Lima Ferraz Rosa, que há dois anos dirige o Parque Villa-Lobos, na capital paulista. Ali mesmo o visitante pode ter a experiência de sentar em uma das dez espreguiçadeiras de madeira e se deixar levar pelas composições de Heitor Villa-Lobos que saem de 15 potentes caixas de som no Espaço Ouvillas. Já imaginou tomar sol ouvindo as Bachianas? Ou fazer um passeio de olhos fechados no Jardim Sensorial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro para identificar plantas através do olfato? Ah, também é possível fazer meditação no Ibirapuera ou ioga no Parque da Aclimação (SP). Existem boas opções. Para encontrá-las, acesse o site dos parques da sua cidade.

Rio Grande do Sul,é vasto em parques,e jardins.Os verdes estão em toda parte,confira:
nas cidades locais.E saia a pedalar,caminhar,andar...fazer o caminho...

Antes de morrer,quero...


Antes de morrer, eu quero...
Imagens que mostram o que se passa na cabeça das pessoas
edição Marcia Bindo



“Ser feliz.” “Viajar pelo espaço sideral.” “Ter dois filhos.” “Encontrar o amor verdadeiro.” “Abraçar um urso panda.” Depois de ouvir a resposta de centenas de pessoas sobre o que cada um gostaria de fazer antes de bater as botas, as americanas Nicole Kenney e KS Rives conseguiram um rico material sobre os desejos humanos.

“Queria fazer as pessoas pensarem sobre o que é realmente importante em suas vidas com a indagação”, diz Rives, que escolheu retratar as respostas com fotografias Polaroid logo após a “morte” desse estilo de fotografia. Depois do clique, pedia para cada entrevistado anotar na imagem a sua resposta. A dupla descobriu que há o grupo de pessoas altruístas, que desejam coisas boas para a humanidade;

os que são mais materialistas e que querem “ter sucesso” ou “ficar rico”;

e que há ainda os que buscam a espiritualidade, como “encontrar Deus” ou “ficar em paz”. Um material que traz nas entrelinhas não só os valores de certos grupos e sociedades – elas fotografaram os desejos de americanos, indianos e também de pacientes e funcionários de hospícios – mas também a relação das pessoas com sua própria mortalidade. O site é atualizado com novos retratos e em alguns anos as artistas vão entrar em contato com os participantes para ver se eles têm alcançado seu objetivo ou por que não deram passos nesse sentido. “Vou pedir para eles escreverem ao lado da foto no site – uma maneira de motivar e lembrar as pessoas a dar atenção aos seus sonhos”, diz Rives. Como respondeu uma das entrevistadas, “antes de morrer eu quero viver”. www.beforeidieiwantto.org













Bons exemplos
edição Marcia Bindo design Rita Carvalho

Os políticos que ainda não criaram ações de desenvolvimento sustentável para seus planos de governo já têm uma fonte fácil onde buscar ideias. A Plataforma de Cidades Sustentáveis é uma iniciativa que reúne na internet experiências de práticas sustentáveis já aplicadas em diversas cidades de todo o mundo – e que tiveram bons resultados, diga-se. Os pesquisadores passaram seis meses buscando em centenas de sites de prefeituras, países, ONGs, institutos e universidades para compilar as experiências bem-sucedidas. De práticas de habitação popular em uma cidade no interior da Colômbia a uma nova política de contenção de vazamento de água em Tóquio, eles procuraram referências que já deram certo no mundo todo e que poderiam ser facilmente aplicadas por aqui também. “Temos experiências de todos os portes de cidades, das pequenas às grandes metrópoles, para mostrar que existem diversas ações que podem ser adotadas em qualquer município”, afirma Maurício Broinizi, um dos coordenadores da iniciativa. www.cidadessustentaveis.org.br

1. Reykjavik, Islândia. Por causa de sua localização geológica, a cidade usa fontes termais subterrâneas para gerar eletricidade e aquecimento em 95% dos edifícios.

2. Bogotá, Colômbia. Foi criada uma rede de ciclovias que cobre a maior parte da cidade, com restrição ao uso dos carros.

3. Havana, Cuba. Com o objetivo de combater a escassez de alimentos da capital cubana, os moradores começaram o plantio de alimentos em varandas, quintais e lotes vazios da cidade.
Fotos: 1. Alex J. White 2. Themikebot_Flickr Creative Commons 3. Davethetemp




amputação,entre o canion e o tempo de nossas vidas










Amputações
< Martha Medeiros>

Estamos falando de tudo que é nosso, mas que teve que deixar de ser na marra, em troca da nossa sobrevivência emocional

Quando o filme 127 Horas estreou no cinema, resisti à tentação de assisti-lo. Achei que a cena da amputação do braço, filmada com extremo realismo, não faria bem para meu estômago. Mas agora que saiu em DVD, corri para a locadora. Em casa eu estaria livre de dar vexame.

Quando a famosa cena se iniciasse, bastaria dar um passeio até a cozinha, tomar um copo d´água, conferir as mensagens no celular, e então voltar para a frente da TV quando a desgraceira estivesse consumada. Foi o que fiz.

O corte, o tão famigerado corte, no entanto, faz parte da solução, não do problema. São cinco minutos de racionalidade, bravura e dor extremas, mas é também um ato de libertação, a verdadeira parte feliz do filme, ainda que tenhamos dificuldade de aceitar que a felicidade pode ser dolorosa. É muito improvável que o que aconteceu com o Aron Ralston da vida real (interpretado no filme por James Franco) aconteça conosco também, e daquele jeito.

Mas, metaforicamente, alguns homens e mulheres conhecem a experiência de ficar com um pedaço de si aprisionado, imóvel, apodrecendo, impedindo a continuidade da vida. Muitos tiveram a sua grande rocha para mover e, não conseguindo movê-la, foram obrigados a uma amputação dramática, porém necessária.

Sim, estamos falando de amores paralisantes, mas também de profissões que não deram retorno, de laços familiares que tivemos de romper, de raízes que resolvemos abandonar, cidades que deixamos. De tudo que é nosso, mas que teve que deixar de ser, na marra, em troca da nossa sobrevivência emocional. E física, também, já que insatisfação é algo que debilita.

Depois que vi o filme, passei a olhar para pessoas desconhecidas me perguntando: qual será a parte que lhes falta? Não o “Pedaço de Mim” da música do Chico Buarque, aquela do filho que já partiu, mutilação mais arrasadora que há, mas as mutilações escolhidas, o toco de braço que tiveram que deixar para trás a fim de começarem uma nova vida.

Se eu juntasse alguns transeuntes, aleatoriamente, duvido que encontrasse um que afirmasse: cheguei até aqui sem nenhuma amputação autoprovocada. Será? Talvez seja um sortudo. Mas é mais provável que tenha faltado coragem.

Às vezes o músculo está estendido, espichado, no limite: há um único nervo que nos mantém presos a algo que não nos serve mais, porém ainda nos pertence. Fazer o talho sangra. Machuca. Dói de dar vertigem, de fazer desmaiar. E dói mais ainda porque se sabe que é irreversível. A partir dali, a vida recomeçará com uma ausência.

Mas é isso ou morrer aprisionado por uma pedra que não vai se mover sozinha. O tempo não vai mudar a situação. Ninguém vai aparecer para salvá-lo. 127 horas, 2.300 horas, 6.450 horas, 22.500 horas que se transformam em anos.

Cada um tem um cânion pelo qual se sente atraído. E um cânion do qual é preciso escapar
.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Chuva


A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais...








Dia de chuva. É para a gente rasgar cartas antigas...Folhear lentamente um livro de poemas...Não escrever nenhum... < Mario Quintana>
































Por que as pessoas entram na sua vida?


Pessoas entram na sua vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira”.
Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação”.

Relacionamentos de uma “Vida Inteira” te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando.”

“O maior risco da vida é não fazer NADA.”

caminho se faz ao andar...




Caminho




A atitude de aprender sempre é uma das maiores virtudes, pois nada ocorre por acaso. Tudo ocorre por uma razão e um fim, e isso nos é precioso.
Não há fracasso. Há somente resultados, que podem ser positivos ou negativos, afinal, a semeadura é livre e a colheita é obrigatória. O que a maioria chama de acaso, sorte ou azar é conseqüência do exercício de seu livre arbítrio.
Tudo começa no pensamento. Não se veste uma roupa sem antes esta ter sido pensada. Não se tem sucesso antes de ser sonhado, planejado, desejado, como o ar que se respira e colocado em prática através de atitudes condizentes com o resultado almejado.
O maior recurso de qualquer pessoa é ele próprio. Tudo está em você, começa em você ou por você, e se realiza pela sua perseverança. Até Jesus, ao curar os leprosos, disse: “A TUA fé te curou”.
A plena consciência de que todos podem brilhar está em lembrar que o sol brilha resplandecente, mas em sua ausência é a lâmpada que ilumina. Há momentos em que somos sol, em outros, lâmpada, ou seja, há momentos na vida que sobrepujamos nossa própria existência. Há outros em que, embora não tão fortes como a luz do sol, também somos relevantes como a fraca luz da lâmpada. O importante não é a intensidade da luz, mas a proposta de realizar sempre.
Para saber se estamos no caminho certo, basta uma pergunta: Para onde queremos ir? Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.

espaço,espaço nosso




A porta da casa da atriz Carlota Joaquina fica aberta boa parte do dia. Esse é o código para que os vizinhos saibam que podem entrar quando desejarem, seja para conversar sobre o conserto do portão, seja para chorar as mágoas de um relacionamento que acabou ou para organizar uma festa. Há sete anos morando em uma vila em São Paulo, Carlota vive em grande comunhão com os moradores próximos. Ela os conhece muito bem e sabe que pode contar com eles a qualquer momento e para qualquer coisa - algo raro atualmente. Afinal, a individualidade tomou conta da vida das pessoas e quase ninguém sabe quem mora ali ao lado.


Como tudo na vida, porém, essa maneira de morar tem vantagens e desvantagens. Por um lado, é preciso ter sutileza e sensibilidade para não azedar os relacionamentos, aprendendo a ceder e a estabelecer limites. Por outro, a convivência com amigos tem benefícios invejáveis.

Seguir firme no tempo...




O passado é uma prisão
Entenda por que é fundamental se libertar da nostalgia para seguir em frente rumo ao melhor da vida. Avance a fita





Por que será que, por mais que a gente tente, muitas vezes é incapaz de abandonar determinadas memórias afetivas: imagens que construímos de nós mesmos, velhos amores, antigos padrões de comportamento? E parece que não adianta mesmo fugir – tais memórias são nossa bagagem, estarão sempre a nos acompanhar. Claro que tudo isso depende do uso que fazemos do nosso passado. Pois uma coisa é ter o tempo pretérito como referência – é por meio do exemplo de pessoas e ações que vieram antes de nós que procuramos não perpetuar os erros de outrora ou que nos espelhamos para construir um presente melhor. Isso é essencial em todas as culturas, do velho pajé que conta antigas proezas da tribo aos mais jovens .
Outra coisa bem diferente (e daninha) é a fixação no passado, quando remoemos aquilo que já está longe no tempo e no espaço, ou idealizamos (alguém, uma situação, um estilo de vida) a ponto de não mais conseguirmos olhar para a frente e aproveitarmos o presente – nosso tempo .O Agora !

engolir sapos...


vida às vezes age a nosso favor, às vezes,nos faz o favor de não agir, para assim nos ensinar a caminhar sem vacilar!
< Eliane Alves >


"Por que toleramos ou ficamos calados diante de algo que nos desagrada? Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador." O teólogo e filósofo italiano Giordano Bruno teria pronunciado essas palavras no dia de sua execução, 17 de fevereiro de 1600, em Roma. Ele se recusou a negar suas opiniões religiosas e a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler de que a Terra girava em torno do Sol. Por isso, foi condenado, preso e queimado vivo. Dezesseis anos mais tarde, foi a vez de o astrônomo Galileu Galilei ser perseguido pela Igreja Católica. Depois de construir um telescópio para observar o céu, Galileu confirmou a teo ria heliocêntrica e foi parar diante do tribunal do Santo Ofício. Para escapar das acusações de heresia e da fogueira da Inquisição, negou suas descobertas. Apesar de muito longe na História, o dilema enfrentado por Giordano Bruno e Galileu se mantém atual. Mesmo sem correr o risco de acabar na fogueira, continuamos a enfrentar a questão: defender nossas posições com unhas e dentes, sem temer as consequências, ou... engolir sapo.


"Engolir sapo significa tolerar coisas ou situações desagradáveis sem responder, por incapacidade ou conveniência", diz o escritor e professor Ari Riboldi, autor do livro O Bode Expiatório (editora Age), no qual explica a origem de palavras, expressões e ditados populares com nomes de animais. Segundo ele, uma das possíveis versões sobre a gênese da expressão viria do texto bíblico. De acordo com a tradição judaico-cristã, o deus Javé enviou dez pragas sobre o faraó e o povo do Egito, pelas mãos de Moisés. A finalidade era convencer o faraó a libertar o povo hebreu, escravo no Egito, permitindo que ele partisse para a nova terra sob o comando de Moisés. O episódio das pragas faz parte dos capítulos 7º a 12º do Êxodo, livro do Antigo Testamento - a segunda praga, a infestação de rãs, é narrada no capítulo 8º. Elas tomaram conta das casas, quartos, leitos, pratos e de todos os ambientes habitados pelo faraó e pelos egípcios. Ao morrerem, ficaram aos montes infestando os locais e causando doenças. "O texto bíblico menciona rãs e não sapos, mas tratase apenas de uma versão", diz Riboldi.
Mas qual o caminho para atingir a assertividade? Como deixar para trás o comportamento passivo? Para começar, é preciso autoconhecimento. Os autores do livro Como se Tornar mais Confiante e Assertivo, Alberti e Emmons, afirmam que o treinamento para a assertividade evoluiu a partir da ideia de que as pessoas vivem melhor quando conseguem expressar o que querem e quando se sentem à vontade para dizer aos outros como gostariam de ser tratadas. "Algumas, porém, têm dificuldade para decidir o que querem da vida. Se você tem o hábito de fazer as coisas para os outros e acredita que o que deseja não é relevante, pode ser muito difícil descobrir o que realmente importa."

Também é preciso deixar de sentir culpa. Você não é culpado e sim responsável pelo que acontece em sua vida. Ninguém tem a obrigação de ler seus pensamentos se você não se posiciona. Ninguém vai adivinhar seus sentimentos enquanto você não se manifestar. Para ser assertivo é preciso, antes de mais nada, reconhecer que muitos sapos já foram engolidos. Mas talvez ajude olhar para eles de outra maneira. "Essa coisa de ver o sapo como um animal sujo, nojento, é muito do nosso país. Há lugares onde eles são adorados. Na cultura oriental, por exemplo, são tidos como portadores de boa sorte e fortuna", afirma Célio Haddad, especialista em anfíbios e professor titular do departamento de zoologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Rio Claro). Ele também lembra que na pele dos anfíbios existem muitas substâncias alucinógenas. "Essa é a raiz da lenda da princesa. Se você ‘beijar’ um sapo, entrar em contato com sua pele, depois de 5 minutos pode realmente ver um príncipe na sua frente."

Que tal firmar um compromisso?
Beije cada sapo que aparecer no caminho e transforme-o em um príncipe. Para cada sim dito contra a vontade, diga um não. Para cada desaforo que levar para casa, exponha suas opiniões. Assim, de sapo em sapo, você estará aprendendo a ser assertivo. Não é fácil. Mas certamente é bem menos indigesto.

chove chuva,chove sem parar...









Enfim, choveu!!!
Uma amiga do colégio,aonde lecionei, me ensinou há 10 dias atrás uma simpatia para chover.
Devo dizer que não acreditei no princípio, mas devido a poluição e tempo extremamente seco, resolvi tentar.
Caso necessite para o futuro, aí vai...
Vá para a casa de alguém conhecido e roube (ou pegue emprestado sem a pessoa saber) um santinho, vale qualquer um, e leve para sua casa.
Devolva a santinho após 1 semana. É chuva na certa.
Pelo menos desta vez foi... < risos >




FAMíLIA é PRATO DIFíCIL de PREPARAR"
(de "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo)


Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os
truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de
desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a
preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me
fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase
sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao
paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e
saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família
perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo
Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao
Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da
iguaria. Família é afinidade, é "à Moda da Casa". E cada casa
gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se
engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Poderosos laços que nos afetam



Os Laços que Nos afetam


os amigos,e os amigos dos nossos amigos ,influenciam nossas vidas,mais do que pensamos...



Pessoas que nem conhecemos são fundamentais

para moldar nossas ações e emoções.

Somos influenciados,entretanto influenciamos.Cada ação,pequena,conta para moldar o que desejamos.


O " crowdfunding " evidencia uma das vantagens em sermos sociais: se sofremos influência,também influenciamos.Nossos atos motivam e inspiram outras pessoas.

No livro " O Ponto da Virada " editora sextante,o pensador Malcolm Gladwell fala do " tipping point( o ponto de virada) o momento decisivo que uma idéia,um comportamento,um produto ou uma mensagem se alastram.

Uma pessoa faz um ato positivo,influencia outra, e de repente vemos um boom de atos positivos.

Basta uma pequena ação inicial para causar uma grande perturbação.

Nas relações também,está a chave para a nossa felicidade.

A felicidade só é real quando compartilhada.Um clichê,mas no caso do ser humano,um clichê

doloroso,e felizmente real!