Carolina Bahia - RBS - Brasília
Michel Temer dribla o inevitável. Mais cedo ou mais tarde, o presidente interinoterá que afastar o ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) de suas funções, se quiser honrar a máxima de que não manterá envolvidos da Lava-Jato em seu governo. Mais uma vez, ele hesita.
No fundo, Temer afasta a piada pronta que se espalha por Brasília: segunda-feira virou dia oficial de queda de ministro. Se Alves permanece ao menos, por enquanto , Fábio Medina Osório (AGU) e Fátima Pelaes (Secretaria das Mulheres) também ficam em banho-maria. Até aqui, o governo apresenta ministros enrolados demais para medidas de menos. Temer começa mal mais uma semana, sem medidas de impacto que se esperam para o tamanho dos problemas.
POWER POINT
Ex-ministro da AGU, atualmente na iniciativa privada, Luís Inácio Adams vai ao Senado como testemunha de defesa de Dilma. Foi dele a primeira justificativa para as pedaladas, apresentada ao TCU. Adams está preparando material para um depoimento bem longo. O ex-ministro da Educação Henrique Paim também falará a favor da presidente afastada.
ALERTA
Dias depois da posse do novo ministro da Transparência, Torquato Jardim, o ex-presidente e atual conselheiro do TCE Cezar Miola faz um alerta para o papel da antiga Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo Miola, a mudança afeta o valor simbólico de uma marca afirmada, com possíveis reflexos nas ações de prevenção, combate à corrupção e promoção da transparência.
EVIDÊNCIAS
Um dos dois representantes da bancada gaúcha entre os titulares do Conselho de Ética, o deputado Sérgio Moraes (PTB) jura que ainda não definiu o voto, mesmo depois de quase oito meses de processo. Ele argumenta que só vai decidir depois da apresentação do relatório paralelo, feito pelos aliados de Eduardo Cunha. A tropa de choque de Cunha, porém, conta com a ajuda de Moraes. Já o deputado Nelson Marchezan (PSDB) abriu o voto pela cassação.
ROUPA SUJA
Fábio Medina Osório permanece na AGU, mas ficou claro o descontentamento do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) com as suas declarações. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Padilha – que havia pedido que ele não comentasse a boataria de possível demissão – deu o recado:
– Roupa suja se lava em casa. Assuntos de governo nós tratamos dentro do governo.
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